
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) considera positiva a retomada do diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para a entidade, a reabertura das conversas entre os dois países pode contribuir para tratar dos impactos das sobretaxas norte-americanas sobre a indústria catarinense e deve ser conduzida com prioridade e sem interferências político-eleitorais.
A FIESC também avalia como importante a previsão de novos encontros entre as equipes técnicas dos governos brasileiro e norte-americano. Segundo a entidade, o setor produtivo catarinense defende uma abordagem baseada no diálogo institucional, na diplomacia e na busca por soluções para as relações comerciais entre os dois países.
Santa Catarina está entre os estados brasileiros afetados pelas sobretaxas dos Estados Unidos, com possíveis impactos sobre a competitividade da indústria, as exportações e os empregos. Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a negociação é necessária para evitar o agravamento do cenário. “A negociação comercial é o único caminho sustentável para evitar retaliações em cadeia e a retração das exportações industriais”, afirmou.
Seleme também defendeu que as discussões sejam conduzidas sem manifestações que possam interferir nas negociações. “É fundamental que cessem manifestações inflamadas buscando dividendos eleitorais”, declarou. A FIESC informou que continuará acompanhando as tratativas e atuando em defesa dos empregos, da competitividade e dos exportadores de Santa Catarina.
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