Entidades do agro catarinense definem prioridades para apresentar a candidatos nas eleições de 2026


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Redação Santa Catarina em Pauta

Agro respondeu por 66,1% das exportações de Santa Catarina em 2025 / Divulgação

Oito entidades representativas do agronegócio catarinense definiram nesta quarta-feira (26) uma agenda conjunta de pleitos prioritários para o ciclo legislativo de 2027 a 2031. O documento reúne propostas nas áreas de infraestrutura, manutenção da capacidade competitiva, sustentabilidade e meio ambiente e desburocratização, que deverão ser apresentadas aos candidatos aos cargos de deputado estadual e federal nas eleições de 2026.

A agenda é assinada pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (FECOAGRO), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina (FETAESC), Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), SICOOB, Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (SINDILEITE).

Segundo o diretor-superintendente da OCESC, Ricardo Miotto, a proposta busca organizar demandas compartilhadas por diferentes segmentos do setor. “Construímos uma pauta comum a partir de problemas que afetam diretamente quem produz, industrializa e comercializa em Santa Catarina. São entidades com diferentes áreas de atuação, mas que compartilham desafios estruturais”, afirmou. O documento reúne temas de competência estadual e federal e pretende oferecer subsídios para o debate com os futuros parlamentares.

O agronegócio representou 66,1% das exportações catarinenses em 2025, quando o Valor da Produção Agropecuária do Estado atingiu R$ 74,9 bilhões, com crescimento real de 12,1% em relação ao ano anterior. No comércio exterior, o setor exportou US$ 7,94 bilhões e respondeu por 50,9% das exportações brasileiras de carne suína, além de 36,9% das vendas externas de madeira e suas obras e 25,64% das exportações de carne de frango. Os produtos do agronegócio também representaram quase 80% do volume movimentado pelos portos catarinenses.

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