Vídeo de Paulinha e Caroline sem Flávio na “colinha” irrita Júlia Zanatta; Santa Catarina é citada em caso de propina em SP – E outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Um vídeo compartilhado pela deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), na noite de ontem, gerou uma crise entre as deputadas federais Júlia Zanatta (PL) e Caroline de Toni (PL).

Acontece que, nesta semana, em uma live, Júlia criticou fortemente Paulinha por não colocar, em sua colinha que será entregue para o eleitor, o nome e o número do candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL). A bolsonarista chegou a cobrar um posicionamento de Paulinha sobre se está com o candidato liberal ou com o presidente Lula (PT). Candidata a federal, Paulinha respondeu, no dia seguinte, numa rede social, que as decisões do Podemos não cabem a filiados a outros partidos.

Acontece que, ontem, Paulinha e De Toni se encontraram em um evento realizado por empresários. Em um vídeo que chegou a ser postado nas redes sociais, aparecem as duas segurando a colinha, sem Flávio Bolsonaro, e rindo. Não é possível entender o que Caroline diz para a candidata do Podemos que motivou as risadas.

Quem não gostou nada foi Júlia, que cobrou de Caroline um posicionamento em relação a Paulinha. Logo após, a postagem foi excluída. Porém, a coluna teve acesso ao material original, que mostra a interação das duas candidatas e gerou a reação de Zanatta.

Antes do encontro de ontem, Paulinha já havia explicado, numa rede social, que, aqui no estado, o Podemos está coligado com o Partido Liberal e apoia o governador Jorginho Mello (PL), porém, no pleito nacional, por orientação da presidente Renata Abreu, o partido se manterá neutro. Pela lei eleitoral, Paulinha pode incluir na colinha tanto Flávio quanto Lula, pelo fato de o Podemos não estar coligado na disputa nacional. Aqui no estado, somente o governador Jorginho Mello (PL) e candidatos ao Senado da coligação podem ser incluídos em seu material de divulgação.

Uma fonte relatou que Júlia ficou extremamente irritada com a situação e que deverá levar a Flávio tanto a falta de apoio de Paulinha como o comportamento de Caroline no vídeo obtido com exclusividade pela coluna.

Bastidores

Marqueteiro sugeriu que João se afastasse do eleitorado de esquerda para avançar sobre Jorginho — Imagem: Divulgação

Uma fonte relatou que um dos motivos para a saída do marqueteiro Juarez Guedes da campanha de João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado teria sido a identificação de que o eleitor que mais está contribuindo com o pessedista é o de esquerda. Guedes teria defendido um posicionamento firme de Rodrigues para cima do eleitorado de direita, que, em sua maioria, está com o governador Jorginho Mello (PL). Isso até poderia fazer Rodrigues baixar nas pesquisas num primeiro momento, porque perderia o eleitor progressista, mas, na visão de Guedes, seria necessário para tentar crescer, tirando intenções de voto do líder dos liberais. Essa leitura teria provocado o afastamento.

Declinou da candidatura

Mantelli declinou da candidatura a deputado estadual — Imagem: Divulgação

O vereador de Chapecó Neuri Mantelli (PSD) desistiu de disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa. Fiel escudeiro do candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), Mantelli teria se sentido desprestigiado por não ter sido mantido como o único candidato de seu partido por Chapecó. Ele havia recebido a promessa do presidente estadual, Eron Giordani, de que seria candidato, porém, um dia após, outro vereador, Valdemir Stobe, o Tigrão (PSD), também se anunciou candidato. A informação é que, por respeito a Tigrão, Mantelli retirou a sua candidatura por entender que os dois perderiam por disputar o mesmo espaço.

Apoio chama atenção

O que chama atenção é que Neuri Mantelli (PSD) anunciou que ajudará um candidato que está na coligação do governador Jorginho Mello (PL). É o deputado estadual Sérgio Motta (Republicanos), que, a exemplo de Mantelli, é da Igreja Universal, que comanda o partido no país. Neuri teria se sentido desprestigiado, mesmo tendo sido um dos ativistas mais fiéis da campanha de Rodrigues. Uma fonte me disse que ele seguirá apoiando o candidato pessedista e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), candidato a deputado federal.

Oferta de propina

Santa Catarina entrou no radar de um episódio ocorrido em São Paulo envolvendo a vereadora Amanda Vettorazzo (UB). Em uma conversa gravada pela parlamentar, um homem menciona o estado ao relatar tratativas relacionadas a câmeras corporais destinadas a guardas e polícias municipais e a outras ferramentas tecnológicas. O episódio terminou com a intervenção da vereadora e o encaminhamento do caso às autoridades. A referência a Santa Catarina, por si só, não indica ilegalidade, mas deixa uma pergunta importante: em quais municípios teriam ocorrido supostos pagamentos?

Esclarecimentos

A citação a Santa Catarina durante a conversa registrada por Amanda Vettorazzo (UB) merece atenção. O interlocutor relaciona o estado, em que municípios supostamente teriam feito negócios envolvendo equipamentos de gravação corporal para guardas e polícias municipais e soluções na área de tecnologia. É importante identificar a quais cidades o homem se referiu e qual seria a participação das empresas mencionadas nessas tratativas.

Pix em SC

O Pix movimentou R$ 735,35 bilhões em Santa Catarina no primeiro semestre deste ano. O montante representa uma alta de 23,93% sobre os R$ 593,35 bilhões registrados entre janeiro e junho de 2025, segundo dados do Banco Central compilados pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio. O resultado coloca o estado à frente dos demais na região Sul na expansão do volume financeiro recebido pelo sistema. O Paraná apresentou crescimento de 19,56%, enquanto o Rio Grande do Sul avançou 17,90%. O modelo de pagamentos instantâneos entrou na investigação comercial americana contra o Brasil, em meio a questionamentos sobre possíveis impactos às empresas privadas de meios de pagamento dos EUA, provocando o novo tarifaço.

Cenário nacional

No cenário nacional, Santa Catarina ocupa a nona posição entre as 27 unidades da Federação em crescimento dos valores recebidos por Pix. O avanço catarinense, porém, ficou abaixo da média brasileira, de 28%. Somente entre janeiro e junho deste ano, Santa Catarina contabilizou 1,25 bilhão de transações recebidas, contra 829,3 milhões no mesmo período de 2025. O salto foi de 50,67%. O aumento expressivo na frequência de utilização veio acompanhado de uma redução no tíquete médio. O valor por operação passou de R$ 715,53 para R$ 588,53, queda de 17,8%. Os números indicam uma mudança no perfil de uso. Em vez de ficar concentrado em transferências de valores mais elevados, o Pix avança sobre despesas corriqueiras, tornando-se opção para pagamentos cada vez menores.

Região Sul

Santa Catarina também destoou dos estados vizinhos nesse comportamento. Enquanto houve forte expansão no número de operações entre os catarinenses, o Paraná registrou redução de 7,61% e o Rio Grande do Sul apresentou recuo de 0,67%.

Posse de desembargadores

Acontece nesta sexta-feira a solenidade de posse, no cargo de desembargador, dos juízes de Direito de Segundo Grau. O evento está marcado para a Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki, a partir das 17h. Serão empossados os magistrados Margani de Mello, Cláudio Eduardo Regis de Figueiredo e Silva e Giancarlo Bremer Nones.