
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) segue enfrentando resistência à sua candidatura ao Senado, até mesmo no Partido Liberal. O grupo ligado à deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), por exemplo, não apoiará e tampouco votará no Zero Dois.
Um exemplo é o presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, Fernando Pegorini (PL). Conforme divulguei na coluna de ontem, ele anunciou em suas redes sociais que apoia o senador Esperidião Amin (Progressistas). Pegorini é ligado ao grupo de Campagnolo e deverá dar o segundo voto para Caroline de Toni (PL).
Em falar em De Toni, ela pode já estar sendo alvo de um movimento orquestrado por Carlos Bolsonaro. Essa suspeita foi levantada nos bastidores após vazar uma colinha da campanha a deputado federal do vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL). No material, não aparece o nome de Caroline, mas, sim, o de Amin na opção ao Senado, ao lado de Carlos.

A leitura é de que pode estar havendo o início do descolamento das campanhas de Caroline e de Carlos. Fontes consultadas não confirmam que isso já esteja acontecendo, mas entendem que pode ser um processo natural à medida que Esperidião Amin for consolidando o seu desempenho nas pesquisas, ainda mais em uma eleição curta, com pouco espaço para erros.
Um outro detalhe que poderá provocar um afastamento é que Caroline decidiu participar de alguns debates, enquanto Carlos segue, até este momento, decidido a não participar de nenhum. A campanha do ex-vereador carioca teme que uma participação desastrosa, que exponha o desconhecimento do Zero Dois sobre os assuntos do estado, aumente a rejeição a ele.
Bastidor da colinha
Na colinha do vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL), em que não consta Caroline de Toni (PL) como opção ao Senado, também aparece o deputado estadual Camilo Martins (PL). Esse material é para ser entregue em Palhoça e municípios da Grande Florianópolis. Em Palhoça, corre nos bastidores que, mesmo ainda pouco conhecendo Santa Catarina, Jair Renan teria conseguido o apoio do vereador Nirdo Luz, o Pitanta (PL), prometendo ajudá-lo na eleição de 2028 a concorrer com o número 22222, o mesmo com que concorreu em BC em 2024. A questão é: teria Renan força e poder para determinar quem poderá usar tal número nas próximas eleições municipais? E mais: Pitanta é vereador desde 1976 e já entrou para a história. Sendo conhecido como é, aceitaria dar o apoio em troca de um número?
Chegou ontem

Carlos Bolsonaro passou o final de semana em Brasília. Mesmo tendo ficado apenas duas horas com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato ao Senado preferiu ficar na capital federal. Ele desembarcou ontem no Aeroporto de Florianópolis, às 13h49. Passou o final de semana sem fazer campanha em Santa Catarina.
Lula em SC

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado, prevista para o dia 20, foi antecipada para o próximo dia 13. Lula pretende, em sua vinda, apresentar os investimentos do Governo Federal em Santa Catarina e comparar com a gestão de Jair Bolsonaro (PL). As agendas serão feitas junto com o candidato a governador Gelson Merisio (PSB). A princípio, somente Florianópolis deverá receber o presidente. A campanha da esquerda aqui no estado conta com a vinda de Lula para atrair o eleitor que ainda não aderiu ao projeto de Merisio, embora ele já tenha conquistado, pelo menos, a metade desse eleitorado.
Cury em Florianópolis

A vinda do candidato a presidente da República Augusto Cury (Avante) a Santa Catarina poderá acontecer na próxima semana. A palestra que estava marcada para ontem, no Hotel Majestic, em Florianópolis, foi adiada por causa das fortes chuvas. Segundo os organizadores, uma nova data será anunciada.
R$ 20 milhões

A Assembleia Legislativa vai liberar R$ 20 milhões para a Grande Florianópolis. O encontro, presidido pelo presidente Júlio Garcia (PSD), reuniu a Mesa Diretora, a Comissão Mista do El Niño e a bancada da região. Os recursos serão direcionados para as famílias que tiveram prejuízos por causa das chuvas.
Pautando SC

O candidato ao Senado Décio Lima (PT) será o entrevistado de amanhã do Pautando SC. A partir das 12h, aqui no site e em nosso canal no YouTube, você poderá acompanhar a entrevista, sendo que um trecho de 2 minutos vai exclusivamente para o Instagram. Na sexta-feira, será a vez do senador Esperidião Amin (Progressistas). Dos candidatos convidados, apenas Caroline de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) não participaram.
Debate cancelado
A OAB e o Lide informaram que o debate agendado para hoje com os candidatos ao Senado está cancelado por causa das chuvas no estado. Uma nova data será anunciada.
Menos recursos para SC
A divisão das emendas parlamentares em Brasília para a saúde revela uma diferença expressiva entre Santa Catarina e estados que ficaram no topo dos repasses por habitante. No atendimento especializado, cada catarinense correspondeu a R$ 39,60 em recursos pagos em 2024. No Amapá, essa relação alcançou R$ 262,00. Roraima registrou R$ 163,00 e Alagoas, R$ 161,00. A disparidade não se resume a esses casos. Os dados mostram que aumentou a distância entre os estados na distribuição per capita de verbas voltadas à manutenção dos serviços. Isso reforça a importância da eleição de candidatos à Câmara Federal que conheçam bem o estado e que saibam defender as nossas demandas.
Emendas ganham espaço
O orçamento da saúde passou por uma mudança importante na última década: uma parcela cada vez maior dos recursos disponíveis para decisões do Ministério da Saúde passou a ter origem nas emendas parlamentares. Essa participação, que representava 18,6% das despesas discricionárias da pasta em 2014, alcançou 45,4% dez anos depois. Há ainda outro aspecto relevante. Em 2024, praticamente nove de cada dez reais indicados por meio dessas emendas foram utilizados para manter a estrutura em funcionamento, e não necessariamente para novos investimentos.
Sobre Brasília

Você pode concordar ou discordar do candidato a presidente da República Renan Santos (Missão). Agora, de uma coisa ninguém pode fugir: a defesa do processo democrático sem qualquer interferência. A decisão de ontem do ministro do Tribunal Superior Eleitoral Dias Toffoli de praticamente inviabilizar a candidatura de Santos não foi nada democrática. Gera insegurança e dá voz para quem segue tentando descredibilizar o processo eleitoral no Brasil.









