Pacto Verde Europeu amplia exigências para a indústria catarinense


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Redação Santa Catarina em Pauta

Rastreabilidade e comprovação de dados passam a ser exigências para produtos destinados ao mercado europeu / Foto: Adobe Stock.

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) aumentam as exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e transparência para empresas que pretendem acessar ou permanecer nas cadeias de fornecimento do mercado europeu. Para a indústria catarinense, a adaptação envolve principalmente setores exportadores e empresas que fornecem componentes, matérias-primas e produtos a clientes europeus.

Segundo Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), “o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor”.

Entre os mecanismos previstos está o Passaporte Digital do Produto (DPP), estabelecido pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR). A ferramenta reunirá informações verificáveis sobre itens como composição, origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, reparabilidade e possibilidades de reutilização e reciclagem. Mesmo empresas que não exportam diretamente para a Europa poderão ser solicitadas por seus clientes a fornecer dados sobre produtos e processos para atender às novas regras.

As exigências serão implantadas de forma gradual e devem alcançar segmentos com forte participação em Santa Catarina, como os setores têxtil e de vestuário, siderúrgico, de alumínio, móveis e tecnologia. A adequação também exigirá mudanças na gestão das informações, com rastreamento de dados e comprovação das características dos produtos ao longo da cadeia produtiva, incluindo fornecedores e outros integrantes envolvidos na produção.

A preparação antecipada é apontada como uma medida importante para as empresas diante da entrada progressiva das regras. Entre as ações estão o mapeamento de fornecedores e da origem das matérias-primas, a digitalização de dados sobre produtos e processos, a medição e redução da pegada de carbono e a adoção de práticas relacionadas à economia circular, como durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade. Também será necessário garantir respaldo técnico para as informações ambientais divulgadas, evitando declarações de sustentabilidade que não possam ser comprovadas.

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