
Circulou nas redes sociais uma afirmação de que hackers teriam invadido urnas eletrônicas brasileiras durante um evento realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 2017. Segundo esclarecimento da Justiça Eleitoral, a informação é enganosa e reúne fatos diferentes para criar a impressão de que equipamentos brasileiros teriam sido alvo de um ataque. Na ocasião, nenhuma urna eletrônica brasileira foi submetida a testes no evento.
Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) participaram da atividade nos Estados Unidos, mas acompanharam o trabalho de especialistas que buscavam testar a segurança de urnas utilizadas no sistema eleitoral norte-americano. Os equipamentos e sistemas de votação dos dois países são distintos. A urna brasileira funciona de forma isolada, sem conexão com a internet ou com redes como Wi-Fi e Bluetooth.
O modelo brasileiro de urna eletrônica é utilizado desde 1996 e, de acordo com a Justiça Eleitoral, nenhuma fraude foi comprovada no sistema desde sua criação. A publicação que voltou a circular em 2024, portanto, combina a participação de técnicos brasileiros no evento com os testes realizados em equipamentos estrangeiros, apresentando os fatos de maneira a sugerir uma invasão que não ocorreu.
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