
Os três candidatos ao governo de Santa Catarina que têm representação na Assembleia Legislativa assinaram nesta sexta-feira (18) um compromisso com o setor industrial de não aumentar a carga tributária estadual caso sejam eleitos. O documento foi apresentado durante um evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que reuniu os candidatos para discutir propostas para o próximo mandato.
Participaram do encontro Jorginho Mello, Ralf Zimmer e João Rodrigues, que apresentaram suas propostas seguindo a ordem definida por sorteio.
Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a manutenção da carga tributária é uma das principais condições defendidas pelo setor industrial. Segundo ele, uma política fiscal previsível é necessária para manter a competitividade de Santa Catarina.
A entidade também entregou aos candidatos a Carta da Indústria, com 89 propostas distribuídas em dez áreas. Entre os temas estão produtividade, inovação, segurança jurídica, infraestrutura e qualidade de vida.
Na apresentação, Jorginho Mello destacou a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura para manter a competitividade de Santa Catarina diante das mudanças provocadas pela Reforma Tributária. O candidato citou investimentos em transporte, conectividade e energia e defendeu a participação da iniciativa privada em projetos de logística.
Jorginho também mencionou a Via Mar, projeto de uma rodovia estadual que pretende criar uma alternativa de corredor litorâneo.
Ralf Zimmer colocou a logística como uma das prioridades de seu programa. Segundo ele, a infraestrutura rodoviária deverá ganhar ainda mais importância com a implantação da Reforma Tributária.
O candidato afirmou que não pretende conceder as rodovias estaduais à iniciativa privada e defendeu uma cobrança mais firme do governo federal pela execução de obras nas estradas federais. Entre as propostas apresentadas está a possibilidade de o estado recorrer à Justiça para cobrar a realização dos investimentos ou, em determinadas situações, executar as obras com recursos próprios e posteriormente buscar o ressarcimento.
Zimmer também defendeu uma ampla reforma administrativa como forma de preparar o estado para uma possível redução de receitas decorrente da Reforma Tributária.
João Rodrigues também apontou a infraestrutura como um fator importante para a competitividade de Santa Catarina diante do fim de incentivos fiscais. O candidato defendeu a negociação com o governo federal para viabilizar obras consideradas prioritárias.
Entre as alternativas citadas está a possibilidade de o estado executar determinados investimentos e negociar o abatimento dos valores na dívida de Santa Catarina com a União.
Na área social, Rodrigues destacou a proposta de construir 10 hospitais estaduais e de criar um programa para facilitar o acesso à casa própria. Segundo o candidato, a medida buscaria enfrentar um déficit estimado em 200 mil moradias no estado.
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