
O Centro Empresarial de Chapecó (CEC) entregou ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) uma lista de demandas consideradas prioritárias para a região Oeste de Santa Catarina. O documento foi apresentado durante a passagem do candidato por Chapecó, no último sábado (19), e reúne reivindicações de 17 entidades e sindicatos empresariais com atuação em 110 municípios.
Entre os principais pedidos estão a duplicação da BR-282 e a ampliação da malha ferroviária no Oeste catarinense. As entidades também defendem mudanças na gestão pública, na legislação trabalhista e na implementação da reforma tributária.
A primeira reivindicação trata da BR-282. Segundo o CEC, a rodovia é o principal corredor utilizado para o transporte da produção do Oeste em direção ao litoral, além de ser utilizada para o recebimento de matérias-primas e pelo tráfego de veículos de passeio e ônibus.
O documento afirma que a região reivindica a duplicação da rodovia há cerca de 30 anos e que ainda não existem projetos para executar a obra. Como argumento, o CEC cita uma média de três acidentes por dia e o tráfego de aproximadamente 16 mil veículos diariamente no trecho entre Chapecó e Irani.
Para a entidade, a capacidade atual da rodovia está esgotada e a duplicação seria necessária para reduzir os problemas logísticos enfrentados pela região.
Outra demanda apresentada ao candidato é a construção de ferrovias que conectem o Oeste de Santa Catarina à malha ferroviária nacional. O objetivo, segundo o CEC, é reduzir a dependência do transporte rodoviário para a chegada de matérias-primas e para o escoamento da produção.
A entidade também defende que uma ligação ferroviária com a rede nacional poderia facilitar o acesso aos portos catarinenses e ampliar a conexão do Oeste com a região Centro-Oeste do país, especialmente para o transporte de grãos destinados ao parque agroindustrial.
Gestão pública e reforma tributária
O documento também apresenta reivindicações relacionadas ao ambiente de negócios. Entre as propostas estão mudanças na legislação trabalhista, maior atenção à responsabilidade fiscal, redução da burocracia e medidas para evitar aumento da carga tributária.
Sobre a reforma tributária, o CEC pede uma revisão do modelo aprovado. Segundo a entidade, a forma como a reforma está estruturada poderá produzir efeitos negativos para empresas de diferentes setores quando a implementação avançar a partir de 2027.
As demandas foram apresentadas em nome das entidades que integram o Centro Empresarial de Chapecó, que reúne organizações representativas de diferentes segmentos da economia regional.
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