ARTIGO: Um novo tempo para o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina


Foto de Redação Santa Catarina em Pauta

Redação Santa Catarina em Pauta

Primeira mulher eleita presidente do SJSC, Janine toma posse no sábado, (26)

POR: Janine Koneski de Abreu

Tomaremos posse com a convicção de que nenhuma conquista é definitiva e nenhum direito se sustenta sem luta organizada. Chegamos à direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) com um projeto coletivo, construído a muitas mãos, para melhorar a vida de quem atua no jornalismo catarinense — seja em redações, portais, assessorias, órgãos públicos ou no trabalho remoto.


Não assumimos para ocupar cadeiras. Assumimos para mover estruturas.


A defesa intransigente de quem faz jornalismo


Nossa gestão nasce de um princípio claro: o sindicato existe para defender as trabalhadoras e os trabalhadores. E defender significa enfrentar, com coragem e método, tudo o que precariza a profissão.


Tendo a primeira mulher presidente em 73 anos do SJSC, vamos lutar por mais direitos das mulheres jornalistas, pela licença-maternidade de seis meses e pela ampliação da licença-paternidade. Vamos exigir dos patrões equipamentos de proteção individual e condições de segurança para repórteres e profissionais que atuam em situação de risco. Vamos defender jornalistas de ataques, agressões e censura, denunciando às autoridades e à sociedade todo tipo de violência que impeça o livre exercício da profissão.


Combater as jornadas excessivas, o acúmulo de funções, a precarização e o não pagamento de horas extras é uma de nossas metas. Vamos denunciar e intensificar a luta contra a “pejotização”, com o objetivo de barrar a fraude aos direitos da CLT, além de proteger os direitos de quem trabalha em home office ou em formato híbrido — realidades que se ampliaram e que precisam de regras justas.


Direitos: do piso à aposentadoria digna


A valorização profissional começa pelo salário. Vamos lutar pelo piso salarial de R$ 5.170,00 e negociar reajustes com ganhos reais para os demais salários. Queremos ampliar os direitos e benefícios sociais já conquistados nas convenções coletivas anteriores.


Nos órgãos públicos, iremos ajudar a organizar os profissionais, defendendo concursos e o diploma de jornalista para ingresso, além de plano de cargos e jornada de cinco horas diárias. Fiscalizaremos o pagamento, pelas empresas, das plataformas necessárias às diferentes funções dos jornalistas em redações, portais, sites e no trabalho em redes sociais. E seguiremos valorizando o jornalismo profissional e ético como bem de interesse público — porque informação de qualidade é um direito da sociedade.

Sindicato presente


Nenhuma pauta se constrói nos gabinetes. Por isso, vamos estender o assessoramento jurídico para toda a categoria, fortalecer as lutas em âmbito nacional alinhadas às campanhas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e intensificar a defesa do diploma para o exercício da profissão.


Queremos aproximar o sindicato do dia a dia dos profissionais por meio de assembleias frequentes e escuta ativa nos locais de trabalho. E vamos buscar aproximação com cursos, universidades, centros de formação e associações científicas de comunicação e de jornalismo — porque a categoria se renova e o sindicato precisa caminhar junto.

Diversidade como projeto


A Chapa 1 – “Conexão, Valor e Movimento” – vencedora da eleição, defende a diversidade étnica, de gênero e de regionalidade. Santa Catarina não é um só lugar, e o jornalismo catarinense não é uma única voz.

O convite


Convidamos cada jornalista de Santa Catarina — sindicalizado ou não — a construir conosco esse projeto. A escuta está aberta, as portas estão abertas, o movimento já começou.
Porque conexão é o que nos une. Valor é o que exigimos. E movimento é o que faremos.
Viva o jornalismo catarinense!

“Conexão, Valor e Movimento”
Gestão do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – 2026-2029.