
POR: Janine Koneski de Abreu
Tomaremos posse com a convicção de que nenhuma conquista é definitiva e nenhum direito se sustenta sem luta organizada. Chegamos à direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) com um projeto coletivo, construído a muitas mãos, para melhorar a vida de quem atua no jornalismo catarinense — seja em redações, portais, assessorias, órgãos públicos ou no trabalho remoto.
Não assumimos para ocupar cadeiras. Assumimos para mover estruturas.
A defesa intransigente de quem faz jornalismo
Nossa gestão nasce de um princípio claro: o sindicato existe para defender as trabalhadoras e os trabalhadores. E defender significa enfrentar, com coragem e método, tudo o que precariza a profissão.
Tendo a primeira mulher presidente em 73 anos do SJSC, vamos lutar por mais direitos das mulheres jornalistas, pela licença-maternidade de seis meses e pela ampliação da licença-paternidade. Vamos exigir dos patrões equipamentos de proteção individual e condições de segurança para repórteres e profissionais que atuam em situação de risco. Vamos defender jornalistas de ataques, agressões e censura, denunciando às autoridades e à sociedade todo tipo de violência que impeça o livre exercício da profissão.
Combater as jornadas excessivas, o acúmulo de funções, a precarização e o não pagamento de horas extras é uma de nossas metas. Vamos denunciar e intensificar a luta contra a “pejotização”, com o objetivo de barrar a fraude aos direitos da CLT, além de proteger os direitos de quem trabalha em home office ou em formato híbrido — realidades que se ampliaram e que precisam de regras justas.
Direitos: do piso à aposentadoria digna
A valorização profissional começa pelo salário. Vamos lutar pelo piso salarial de R$ 5.170,00 e negociar reajustes com ganhos reais para os demais salários. Queremos ampliar os direitos e benefícios sociais já conquistados nas convenções coletivas anteriores.
Nos órgãos públicos, iremos ajudar a organizar os profissionais, defendendo concursos e o diploma de jornalista para ingresso, além de plano de cargos e jornada de cinco horas diárias. Fiscalizaremos o pagamento, pelas empresas, das plataformas necessárias às diferentes funções dos jornalistas em redações, portais, sites e no trabalho em redes sociais. E seguiremos valorizando o jornalismo profissional e ético como bem de interesse público — porque informação de qualidade é um direito da sociedade.
Sindicato presente
Nenhuma pauta se constrói nos gabinetes. Por isso, vamos estender o assessoramento jurídico para toda a categoria, fortalecer as lutas em âmbito nacional alinhadas às campanhas da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e intensificar a defesa do diploma para o exercício da profissão.
Queremos aproximar o sindicato do dia a dia dos profissionais por meio de assembleias frequentes e escuta ativa nos locais de trabalho. E vamos buscar aproximação com cursos, universidades, centros de formação e associações científicas de comunicação e de jornalismo — porque a categoria se renova e o sindicato precisa caminhar junto.
Diversidade como projeto
A Chapa 1 – “Conexão, Valor e Movimento” – vencedora da eleição, defende a diversidade étnica, de gênero e de regionalidade. Santa Catarina não é um só lugar, e o jornalismo catarinense não é uma única voz.
O convite
Convidamos cada jornalista de Santa Catarina — sindicalizado ou não — a construir conosco esse projeto. A escuta está aberta, as portas estão abertas, o movimento já começou.
Porque conexão é o que nos une. Valor é o que exigimos. E movimento é o que faremos.
Viva o jornalismo catarinense!
“Conexão, Valor e Movimento”
Gestão do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – 2026-2029.










