Santa Catarina cria 4,4 mil empregos formais em agosto


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Redação Santa Catarina em Pauta

Indústria abriu 1.587 vagas no mês, enquanto saldo acumulado no ano chega a 66,9 mil postos / Foto: AdobeStock

Santa Catarina registrou a criação de 4.452 empregos formais em agosto de 2026, interrompendo uma sequência de três meses de estagnação. O resultado representa alta de 0,17% em relação a julho. A indústria também apresentou saldo positivo, com 1.587 novos postos de trabalho e crescimento de 0,16% na comparação mensal.

No acumulado entre janeiro e agosto, o Estado soma 66.906 novas vagas formais, número 2,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A indústria responde por 37.827 desses empregos, crescimento de 4,06% em relação aos oito primeiros meses do ano passado. Segundo análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), baseada em dados do Novo Caged, o resultado de agosto deve ser observado com cautela.

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a geração de empregos ocorre em um cenário ainda marcado por juros elevados e endividamento das famílias. “A geração de vagas é benéfica diante de um ambiente marcado pelos juros elevados e um alto nível de endividamento e comprometimento da renda das famílias. No entanto, a reação observada em agosto reflete movimentos pontuais”, afirmou.

Indústria tem resultados diferentes entre segmentos

Entre os setores industriais, a abertura de vagas foi liderada pelo segmento de veículos e carrocerias, que registrou saldo positivo de 704 postos em agosto. Na sequência aparecem materiais elétricos, com 428 novas vagas, e alimentos, com 379. A FIESC atribui parte do resultado a movimentos específicos de empresas do complexo eletro-metal-mecânico e ao desempenho das exportações da indústria alimentícia.

Por outro lado, alguns segmentos registraram redução no número de empregos. O setor de vestuário perdeu 302 postos e o têxtil teve saldo negativo de 82 vagas, em um cenário de pressão externa e competitividade. Já a indústria da madeira fechou 207 postos no mês, impacto associado, segundo a análise da entidade, ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, afirma que os resultados distintos entre os segmentos estão relacionados a fatores específicos. “O avanço das vagas concentrou-se em capacidades e estratégias de mercado de empresas específicas do setor eletro-metal-mecânico, além do apoio das exportações na indústria de alimentos”, explicou.

Serviços lideram entre os grandes setores

Entre os demais setores da economia, os serviços apresentaram o maior saldo positivo, com 3.970 novos empregos. O comércio, por outro lado, registrou perda de 466 postos, enquanto a agropecuária teve redução de 639 vagas. Os dados mostram diferenças no comportamento dos grandes setores econômicos durante o período analisado.

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