Chapecó tem sexto melhor índice de sustentabilidade fiscal entre municípios do Brasil


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Redação Santa Catarina em Pauta

Município catarinense subiu 18 posições no ranking nacional, que considera indicadores como endividamento, gastos com pessoal e capacidade de investimento – Foto: Divulgação/PMC

Chapecó alcançou a sexta posição nacional no índice de sustentabilidade fiscal do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com dados referentes a 2025, o levantamento aponta que o município catarinense subiu 18 posições em relação ao ano anterior.

O indicador avalia a situação fiscal das administrações municipais a partir de quatro critérios: dependência fiscal, taxa de investimento, despesas com pessoal e endividamento. Os resultados ajudam a medir a capacidade das prefeituras de manter as contas equilibradas e financiar investimentos.

Entre os fatores apontados pela administração municipal para explicar o desempenho estão a simplificação de processos para abertura de empresas, o incentivo à atividade econômica e os investimentos em infraestrutura. Segundo a Prefeitura, o prazo para abrir uma empresa caiu de quase 50 horas para cerca de duas horas.

De acordo com o prefeito Valmor Scolari, Chapecó chegou a 58 mil empresas ativas. Ele também destacou a construção civil, com investimentos estimados em R$ 20 bilhões, além da indústria, do comércio e dos serviços, como setores importantes para a economia local.

Na área de infraestrutura, o município mantém projetos como o novo Distrito Industrial, os pavilhões do Parque da Efapi e o Autódromo Internacional. Segundo a administração municipal, as estruturas buscam atrair empresas, feiras e eventos.

O secretário municipal da Fazenda, Moacir Rohr, afirmou que Chapecó tem capacidade de gerar receitas próprias para financiar investimentos e manter as contas em dia. Conforme os dados apresentados por ele, o município tem capacidade de pagamento classificada como nível A.

O endividamento corresponde a 25% da receita corrente líquida, diante de um limite de 120%. Já as despesas com pessoal representam 45% da receita corrente líquida, abaixo do limite de 53%. A taxa de investimento é de 20%, índice que, segundo o secretário, coloca Chapecó na terceira posição nacional nesse indicador.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Márcio da Paixão Rodrigues, o equilíbrio fiscal contribui para fortalecer a confiança de empresas e investidores e ampliar as condições para novos negócios.

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