
A Casa do Barão e a Casa Bocaiúva, dois imóveis históricos de Florianópolis, devem ganhar uma nova função até o fim deste ano. As edificações estão sendo restauradas para abrigar o Centro Cultural do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), espaço que pretende reunir exposições, atividades educativas, eventos culturais e ações abertas à comunidade.
Iniciadas em fevereiro de 2026, as obras entraram na fase de acabamentos. O projeto também prevê a instalação de uma cafeteria no anexo da Casa do Barão, e o processo de escolha do responsável pelo estabelecimento já está em andamento.
Tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Municipal, os dois casarões passam por intervenções que buscam preservar suas características arquitetônicas. A proposta é conciliar a conservação dos imóveis com a realização de atividades voltadas a moradores, estudantes, pesquisadores, professores e visitantes interessados na história de Florianópolis e de Santa Catarina.
O Centro Cultural deverá funcionar como espaço de convivência e aprendizado, com possibilidade de visitação inclusive nos fins de semana. Segundo o diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) do MPSC, promotor de Justiça Stefano Garcia da Silveira, a intenção é aproximar a população da história dos imóveis e do trabalho desenvolvido pela instituição.
A programação também deverá abrir espaço para artistas e produtores culturais. A previsão é que sejam lançados editais para selecionar exposições, eventos e projetos que possam ocupar as edificações. A iniciativa busca permitir que a comunidade utilize os espaços para apresentar produções artísticas e desenvolver atividades culturais.
O projeto foi concebido pelo CEAF, setor responsável pelas ações de ensino, pesquisa e extensão do Ministério Público. Para a coordenadora do órgão, Letícia Maria Führ Napoleão, o Centro Cultural permitirá ampliar o contato da instituição com a sociedade e compartilhar conhecimentos com o público.
A estrutura também deverá receber iniciativas voltadas a crianças, universitários e outros grupos interessados na memória da cidade e do Ministério Público. De acordo com Priscila Melina Finardi, chefe do Setor de Memorial do MPSC, a realização de atividades culturais e educativas é uma forma de manter vivos o significado e a importância dos imóveis históricos.
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