Alesc: a repercussão das possíveis interferências externas na eleição da Mesa; Mudanças no governo Jorginho – E outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Foi grande a repercussão da informação que publiquei na coluna de ontem sobre as movimentações do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL), que contaria com o apoio da deputada federal reeleita Júlia Zanatta (PL) para tentar impedir que Ana Campagnolo (PL) chegue à presidência da Assembleia Legislativa.

Eles apoiam Camilo Martins (PL) para o comando da Casa, de forma a evitar que Campagnolo ganhe mais musculatura por meio do comando da Alesc.

Ao longo do dia, recebi contatos de lideranças que comentaram a disputa e trouxeram novos elementos que ainda estão sendo apurados. Uma das avaliações que ouvi chama a atenção para o risco de interferências externas na disputa interna do Parlamento. “A história já mostrou: qualquer interferência externa, em geral, não é bem-vista e pode mudar o jogo”, observou uma fonte.

O próprio governador Jorginho Mello (PL) tem adotado um discurso de cautela. Aos parlamentares interessados em disputar o comando da Alesc, tem pedido calma e afirmado que não pretende direcionar seu apoio a nenhum nome. A orientação é para que cada interessado construa sua própria viabilidade e depois a apresente a ele.

Por outro lado, Júlia Zanatta resolveu se manifestar. Em um vídeo publicado nos stories do Instagram, a deputada negou qualquer interesse na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, lembrando que não é deputada estadual. Segundo ela, a única eleição que importa neste momento é a presidencial, com o objetivo de ajudar Flávio Bolsonaro. Sem citar nomes, afirmou que algumas pessoas, por orgulho, deixam de fazer a sua parte em favor de Flávio. Teve quem entendesse que a crítica foi direcionada a Campagnolo. O fato é que o comando da Alesc se tornou o principal debate da política estadual, perdendo apenas para a disputa presidencial, que se encerra neste domingo.

Emedebistas

Emedebistas são aliados do governador Jorginho Mello – Imagem: Divulgação

Ontem, o governador Jorginho Mello (PL) recebeu, na Casa d’Agronômica, os deputados estaduais reeleitos Fernando Krelling (MDB) e Jerry Comper (MDB). O principal assunto da conversa foi o comando da Assembleia Legislativa. Jorginho pediu aos parlamentares que esperassem, pois voltará a discutir o assunto após o segundo turno da eleição presidencial. Porém, há três questões importantes: Krelling segue como um nome forte para assumir uma das presidências; a ideia de quatro presidentes estaria perdendo espaço, e é possível que sejam dois presidentes, cada um com um biênio; e, por fim, Comper está fechado com Krelling.

Trocas no governo

Mesmo prestigiada no governo, Ceretta pensa em voltar para a Unesc – Imagem: Secom

O governo Jorginho Mello (PL) 2.0 deve ter algumas mudanças em cargos-chave. Conforme já anunciado, a vice-governadora Marilisa Boehm (PL), que não terá mandato, será a secretária de Estado da Segurança Pública. Além dela, o nome de quem assumirá a Secretaria de Estado da Agricultura será anunciado após a eleição. Uma fonte disse que o governador quer um nome técnico no setor. Outra possível mudança, que não estava no radar, poderá ser na Educação. Nos bastidores, é dito que a secretária Luciane Ceretta, que está prestigiada no governo, estaria avaliando a possibilidade de voltar para a Unesc.

Pedidos do Novo

Partido de Adriano Silva quer espaços no segundo governo de Jorginho – Imagem: Marcelo Lula

O partido do vice-governador eleito, Adriano Silva (Novo), quer alguns espaços no segundo governo de Jorginho Mello (PL). A Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços é um dos pleitos apresentados ao governador. Espaço na SC Invest também está na conta do Novo.

Leitura

Uma fonte ligada ao PSD me contou que há uma leitura de que, entre os vários erros na campanha, um foi o de não ter lançado a ex-primeira-dama de Chapecó, Fabiana Rodrigues, para deputada estadual. O entendimento é que deixaram o caminho livre para que o empresário Leandro Sorgatto (PL) se elegesse. “Se a Fabi tivesse disputado, teria sido eleita e o Leandro não”, afirmou a fonte, que fez uma revelação que confirma a informação divulgada em primeira mão pela coluna durante a eleição. O plano era colocar Fabiana no decorrer da eleição, no prazo final para a inclusão de candidatos. Quando divulguei a informação, o então candidato a governador João Rodrigues (PSD) tentou desmentir um fato que era real.

Voa SC

A partir dos próximos dias, quem quiser pegar um voo de Florianópolis para o Oeste terá mais uma opção, além de Chapecó. Por meio da Azul Conecta, em parceria com o Governo do Estado, terão início os voos entre a Capital e São Miguel do Oeste, com escala em Correia Pinto. Os voos ocorrerão, a princípio, às segundas-feiras e às sextas-feiras. O trajeto será feito em uma aeronave com capacidade para nove passageiros. Cada um poderá levar uma mala de até 23 quilos.

Supostas ameaças

Supostas ameaças envolvendo o uso de explosivos contra a residência de Jean Ricardo, atual superintendente do Ministério da Pesca em Santa Catarina, foram comunicadas à Polícia Civil e à Polícia Federal por meio de boletins de ocorrência. O caso envolve mensagens que teriam circulado, segundo Ricardo, em um grupo de conversas supostamente ligado a apoiadores do Partido Liberal em Garopaba. Segundo as informações relatadas às autoridades, um dos participantes do grupo denominado “Time do 22 Garopaba” teria mencionado o uso de dinamite e fogos de artifício contra a residência do superintendente. O grupo seria administrado, segundo Jean, pelo presidente municipal do PL e pelo secretário municipal de Turismo. Não há, até o momento, informações que indiquem que os supostos administradores tenham participado da elaboração das mensagens ou incentivado as supostas ameaças.