Presidente do TSE destaca papel dos brasileiros na condução das eleições em encontro internacional


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Redação Santa Catarina em Pauta

Seminário em Brasília reúne representantes de 49 países para acompanhar o segundo turno das eleições brasileiras – Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (24) que a participação popular é o elemento central do processo eleitoral brasileiro. A declaração foi feita durante a abertura do Programa de Convidados Internacionais para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026, em Brasília.

“A Justiça Eleitoral prepara a eleição, organiza a votação, apura os resultados e assegura o cumprimento das regras, mas quem conduz a eleição é o povo brasileiro”, declarou o ministro diante de embaixadores, representantes de organismos internacionais, autoridades e integrantes de missões de observação eleitoral. O evento reúne representantes de 49 países.

Nunes Marques também destacou a participação dos eleitores no primeiro turno. Segundo ele, 125,2 milhões de brasileiros compareceram às urnas, número superior ao registrado na primeira etapa das eleições de 2022.

Durante o discurso, o presidente do TSE ressaltou a dimensão da estrutura necessária para realizar a votação em todo o país. A operação envolve mais de 500 mil urnas eletrônicas, servidores da Justiça Eleitoral, magistrados, mesários, colaboradores e representantes dos partidos políticos.

O ministro comparou a mobilização eleitoral brasileira à logística de grandes eventos esportivos internacionais e afirmou que a tecnologia é fundamental para o funcionamento do sistema, mas que são as pessoas que dão sentido à eleição.

Nunes Marques também citou avaliações preliminares de missões nacionais e internacionais que acompanharam o primeiro turno. Segundo ele, organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), o Centro Carter e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) destacaram aspectos como a operação das urnas eletrônicas, a preparação dos mesários e os mecanismos de auditoria e transparência.

De acordo com o ministro, os relatórios apontaram que a votação transcorreu, em geral, de forma organizada nas localidades observadas, sem registro de incidentes graves nesses locais. Ele afirmou que a observação independente contribui para a transparência e o aperfeiçoamento das práticas eleitorais.

A diretora de Assuntos Internacionais do TSE, juíza Renata Gil, também participou da abertura e abordou a violência política de gênero. Segundo ela, o enfrentamento do problema exige integração dos canais de denúncia, análise dos casos e respostas institucionais efetivas.

À frente do programa TSE Mulher, Renata Gil defendeu a continuidade das iniciativas voltadas à proteção das mulheres e à ampliação da participação feminina na política. Para a juíza, garantir o exercício da cidadania sem ameaças à integridade das mulheres é uma responsabilidade das instituições.

Após o seminário, Nunes Marques e Renata Gil se reuniram com representantes de quatro missões de observação eleitoral: OEA, Centro Carter, Uniore e Rede de Jurisdições Eleitorais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae/CPLP).

Nas reuniões, foram discutidos aspectos preliminares da observação do segundo turno, a segurança do sistema eletrônico de votação e os desafios logísticos provocados pelas condições climáticas, especialmente no Paraná. As fortes chuvas e os alagamentos em estradas têm dificultado o transporte de urnas para algumas localidades.

O presidente do TSE afirmou que a Justiça Eleitoral, em parceria com as Forças Armadas, mobilizou equipes para garantir a entrega dos equipamentos às seções eleitorais afetadas. Segundo ele, a prioridade é assegurar que a votação ocorra em todas as localidades, apesar das dificuldades de acesso.

As audiências também abordaram o volume de ações judiciais relacionadas às campanhas presidenciais. Nunes Marques afirmou que, neste momento, os esforços da Justiça Eleitoral estão concentrados em garantir as condições necessárias para a realização da votação.

O programa de convidados internacionais busca permitir que representantes de outros países acompanhem o processo eleitoral brasileiro e conheçam os procedimentos adotados para a organização, a fiscalização e a apuração dos votos.

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