
Os deputados estaduais eleitos e reeleitos do Partido Liberal se reúnem hoje de manhã na Assembleia Legislativa. O encontro é para discutir a composição da Mesa Diretora e demais espaços nas comissões. À noite, o grupo jantará com o governador Jorginho Mello (PL) na Casa d’Agronômica.
Tem uma novidade nos bastidores: uma possível aproximação do deputado Camilo Martins com a deputada Ana Caroline Campagnolo. Ele teria apresentado à parlamentar uma proposta de composição, com os dois compartilhando o comando da Alesc, com dois anos para cada, conforme determina o regimento interno. Um possível avanço somente será percebido após as conversas de hoje.
Uma leitura de cenário mostra que, mesmo com algumas resistências, Camilo tem conseguido construir, dentro do PL, apoios importantes, o que lhe deu uma maior musculatura no cenário. Isso não quer dizer que o jogo está totalmente inclinado para ele, mas, nos últimos dias, houve um importante avanço que lhe deu mais viabilidade.
Por outro lado, a construção de Campagnolo tem sido mais externa, embora tenha importantes apoiadores entre os liberais. O que tem sido dito é que, independentemente de qualquer acordo, o nome dela está garantido devido à votação histórica que recebeu. A parlamentar é a favor de quatro presidentes, com um ano para cada. Com isso, será possível ajudar o governo a compor com partidos como o MDB e o Progressistas. Por sua vez, Camilo quer dois anos para cada e já deseja firmar um acordo com Campagnolo para os quatro anos.
Portanto, se vencer a tese de Ana Campagnolo, de quatro comandos, Fernando Krelling (MDB) segue vivo no jogo para presidir a Alesc. Caso vença o que Camilo defende, é possível que a presidência fique totalmente para o PL.
O governador Jorginho Mello (PL) tem somente observado. Segundo uma fonte, ele entende que a Alesc pode definir os seus rumos por si só, e quem construir terá legitimidade para comandar o Parlamento. Apenas se necessário, o governo poderá colocar a mão na disputa. Agora, tem um detalhe: Krelling é um nome muito bem-quisto dentro do governo, que valoriza o apoio que deu à reeleição de Jorginho, mesmo com o MDB aliado a João Rodrigues (PSD). Esse é um fator que não pode ser desconsiderado.
Apoio de Merisio

Hoje, o Santa Catarina em Pauta divulga uma entrevista com Gelson Merisio (PSB). Em um ponto da conversa, ele é questionado sobre um possível apoio ao deputado estadual Camilo Martins (PL) nas movimentações para presidir a Assembleia Legislativa. “Não tenho influência dentro do PL. Se puder ajudar de alguma forma, ajudaria sem problema. Acho que é um grande nome”, diz um trecho da resposta de Merisio sobre o assunto. Uma informação de bastidores é que Camilo teria o apoio de deputados da esquerda.
Câmara de Floripa

A eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Florianópolis, que seria amanhã, não tem data para acontecer. O presidente, João Cobalchini (MDB), cancelou a votação, alegando a falta de divulgação no Diário Oficial. Um acordo costurado pelo vice-presidente estadual do PL, Bruno Mello, junto com o prefeito Topázio Neto (Podemos), garantiu uma votação expressiva para eleger o vereador Edinon da Rosa, o Dinho (UB). O preferido de Topázio era Roberto Katumi (PSD), mas o nome enfrentou resistências.
Giovana quer ser ponte

A deputada federal eleita Giovana Mondardo (PCdoB) pretende usar a aproximação com o núcleo do governo Lula (PT) para ajudar na interlocução com Santa Catarina. Ela acompanhou a apuração do segundo turno ao lado do presidente e do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e relata ter estreitado a relação com o deputado André Janones durante a campanha. “Quero estar próxima do governo para ajudar a construir uma relação com Santa Catarina, mais amigável, mais adequada”, afirmou. Giovana diz que o resultado da eleição foi determinante para a organização de seu mandato. Com Lula reeleito, pretende participar da construção de políticas públicas e contribuir com a comunicação digital do governo, uma das áreas em que deseja atuar em Brasília.
Além da propaganda
A esquerda precisa atualizar sua linguagem e ouvir quem está frustrado com a política. Essa é a avaliação da deputada federal eleita Giovana Mondardo (PCdoB), que atribui parte do crescimento da votação de Lula em Santa Catarina, no segundo turno, à mudança na forma de conversar com o eleitor. Segundo ela, a mobilização pelo estado procurou alcançar pessoas preocupadas com a renda e com seus projetos de vida.
Depois de Lula
A deputada federal eleita Giovana Mondardo (PCdoB) avalia que a construção da sucessão de Lula (PT) passa pela renovação das lideranças de esquerda. Para ela, a presença de parlamentares jovens ao lado do presidente em seu primeiro discurso após a vitória simbolizou o espaço que essa geração pretende ocupar. A aposta envolve comunicação pelas redes sociais e maior proximidade com as preocupações cotidianas da população. Giovana não apontou um nome para a sucessão, mas considera que quatro anos permitem construir uma liderança com projeção nacional. “Fenômenos também são construídos. Eles não acontecem do nada”, afirmou.
Servidora reintegrada

O Tribunal de Justiça anulou a demissão de Salete Orlandina Cardoso, servidora efetiva da Prefeitura de Biguaçu desde 2009, e determinou sua reintegração, além do pagamento da remuneração referente ao período de afastamento. Ela havia sido demitida sob a acusação de inassiduidade habitual, mas o Tribunal considerou que as provas do processo administrativo não demonstravam as faltas atribuídas à servidora. A decisão levou em conta o sistema de compensação de horas da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer, onde Salete atuava em eventos noturnos, nos fins de semana e em feriados. Os depoimentos indicaram que a ausência de registro de ponto não significava, necessariamente, falta ao trabalho. Também foram consideradas as suspensões de expediente durante a pandemia.
Perseguição
Salete Cardoso, que era vereadora de oposição filiada ao PL quando o procedimento foi aberto, em 2021, sustenta ter sofrido perseguição política. O advogado Wagner Batista Cardoso afirmou que a decisão reconhece as atividades desempenhadas pela servidora.
Trajetória na advocacia

Candidato ao quinto constitucional do Tribunal de Justiça, Hélio Brasil reúne quase três décadas de advocacia e experiência em diferentes funções na OAB. Foi conselheiro estadual, conselheiro federal suplente e presidiu o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SC entre 2025 e fevereiro de 2026. Também comandou a Associação dos Advogados Criminalistas de Santa Catarina por dois mandatos.






