
A Justiça do Trabalho em Santa Catarina continuará apurando denúncias de assédio eleitoral após o encerramento das eleições de 2026. A atuação ocorre em conjunto com o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) e integra uma mobilização nacional de combate a esse tipo de prática.
Segundo levantamento atualizado na terça-feira (27), o MPT-SC recebeu 118 denúncias de assédio eleitoral durante o período eleitoral no estado. Desse total, 34 registros foram feitos nos dois dias seguintes ao segundo turno. Em âmbito nacional, foram contabilizadas 2.467 denúncias até as 16h40 do dia 27.
Pressão política no ambiente de trabalho
Os relatos incluem ameaças, represálias e tentativas de interferir nas escolhas políticas dos trabalhadores, além de possíveis punições relacionadas às suas preferências eleitorais. Essas condutas podem violar direitos fundamentais, comprometer a liberdade de escolha dos eleitores e afetar o ambiente de trabalho. A legislação protege o direito ao voto livre e secreto.
Em agosto, a Justiça do Trabalho lançou a campanha “No meu voto mando eu”, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o assédio eleitoral e incentivar a participação da sociedade na defesa da liberdade de escolha. A iniciativa busca envolver pessoas físicas, empresas, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e entidades de classe.
Pessoas que tenham sido vítimas ou testemunhado situações de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em Santa Catarina podem encaminhar denúncias à Ouvidoria do TRT-SC por meio do formulário disponível no site do Tribunal. A apuração das ocorrências seguirá mesmo após o fim do processo eleitoral.
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