
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e a Marinha do Brasil discutiram, em reunião realizada em Florianópolis, possibilidades de ampliar a participação de empresas catarinenses em projetos estratégicos e nas demandas de manutenção da Força. O encontro do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa) contou com a presença do comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, e abordou oportunidades de fornecimento de equipamentos, desenvolvimento de tecnologias e prestação de serviços especializados.
Durante a reunião, Olsen destacou a capacidade da indústria catarinense de atender a demandas da Marinha e relacionou a participação de empresas nacionais à autonomia tecnológica do país. “Santa Catarina se destaca pela capacidade potencial e efetiva da sua indústria em atender às demandas dos projetos estratégicos e de manutenção da Força”, afirmou. O presidente do Condefesa, Cesar Olsen, também defendeu a aproximação entre as necessidades das Forças Armadas e as competências das empresas brasileiras.
Entre as iniciativas apresentadas pela FIESC estão a articulação para desenvolver o Polo Industrial de Defesa e Segurança de Itajaí (PBIDS-Itajaí) e o Programa de Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais, da FAPESC. A proposta deste último é incentivar o aproveitamento de tecnologias desenvolvidas para o mercado civil em aplicações relacionadas à defesa e à segurança nacional.
As oportunidades para a indústria abrangem áreas como inteligência artificial, cibersegurança, sistemas autônomos, energia, telecomunicações e monitoramento marítimo. A construção das fragatas da Classe Tamandaré, em Itajaí, foi citada como exemplo de projeto que pode ampliar a participação de fornecedores locais, desde que atendam aos requisitos técnicos e aos processos de qualificação do setor. Também foram discutidas possibilidades de cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia da Marinha.
Durante a agenda, o comandante visitou o Observatório FIESC, onde conheceu ferramentas de análise de dados sobre compras da Marinha, categorias de produtos e serviços e cadeias produtivas relacionadas a projetos estratégicos. Uma das apresentações utilizou uma representação tridimensional de uma planta de propulsão nuclear naval para demonstrar como identificar sistemas, componentes e capacidades produtivas existentes em Santa Catarina. Segundo a FIESC, o trabalho conjunto com o Condefesa busca aproximar as demandas da defesa nacional das competências industriais do estado e identificar potenciais fornecedores para projetos estratégicos.
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do Santa Catarina em Pauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t






