Vereadores: os movimentos para as presidências das câmaras de Florianópolis e São José; mudanças no governo Jorginho – E outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Na próxima quarta-feira (11), a Câmara de Vereadores de Florianópolis elegerá a sua mesa diretora para os próximos dois anos. A sessão terá início às 16h. O presidente João Cobalchini (MDB) e o vereador Claudinei Marques (Republicanos) recuaram e decidiram apoiar a chapa construída pelo vice-presidente estadual do PL, Bruno Mello, junto com o prefeito Topázio Neto (Podemos).

A construção garantiu pelo menos 15 votos para o vereador Edinon da Rosa, o Dinho (UB). Cobalchini, que tentou construir uma candidatura de Marques, chegou a adiar a votação, mas foi convencido de que o jogo está batido a favor de Dinho.

Na oposição, PT e PSOL avaliam lançar um nome ou optar pela abstenção na eleição. Quem ainda não teria revelado o voto é o vereador Rafael Lima (PSD). Rompido com a gestão Topázio, teve seus indicados exonerados e, possivelmente, deverá se tornar mais crítico ao prefeito.

Em São José, os bastidores também estão movimentados. O prefeito Orvino de Ávila (PSD) escolheu o vereador Nardi Arruda (PSD), que já atuou na Infraestrutura, para disputar a presidência da Câmara. Arruda é um nome da confiança do prefeito, que o vê como um provável candidato para disputar a sua sucessão em 2028. Ele já teria o apoio de nove vereadores para a eleição da mesa diretora.

Em resposta, outros dois blocos se formaram. Um tem seis vereadores que romperam com Orvino. Esse grupo é liderado por Romeu Vieira (PSD) e Edilson Vieira (MDB). O outro grupo tem quatro vereadores da oposição, encabeçada por Caê Martins (PT) e André Guesser (PDT).

Um detalhe pode virar um fato político com grandes discussões na Câmara de São José. Dois vereadores do PL estariam no grupo dos Vieira. Vale destacar que Romeu é afilhado político do deputado Camilo Martins (PL), enquanto Edilson mantém um bom relacionamento com o PL, tanto que apoiou o vice-prefeito Michel Schlemper (PL) para deputado estadual. O que se diz nos bastidores é que não estaria descartada uma união desse grupo, que tem como integrantes vereadores do Partido Liberal, com a oposição, que conta com vereadores da esquerda. Vamos acompanhar os movimentos dos próximos dias.

Reforma no governo

Governador avalia mudanças no colegiado para o segundo governo – Imagem: Divulgação

As mudanças que serão feitas pelo governador Jorginho Mello (PL) no seu secretariado para o seu segundo mandato estão sendo pensadas e discutidas a portas fechadas. Ele procura um nome técnico para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura. Jorginho quer uma indicação do agro e, segundo uma fonte, já teria pedido que as cooperativas apresentem alguém com currículo para a função. Um político não será convidado para a Agricultura. O nome do empresário Matheus Bortoluzzi, marido da senadora eleita Carol de Toni (PL), chegou a circular nos bastidores, mas ninguém confirma a possibilidade.

Outras mudanças

Silvio Dreveck está prestigiado e deve reassumir o comando da Sicos – Imagem: Secom

Conforme já anunciado pelo governador Jorginho Mello (PL), Marilisa Boehm (PL), que não será vice-governadora na próxima gestão, será a secretária de Estado da Segurança Pública. O atual secretário, coronel Flávio Graff, será aproveitado em outra função. O Partido Novo, do vice-governador eleito, Adriano Silva, quer a Articulação Internacional. Neste caso, Paulinho Bornhausen poderá assumir o comando da Invest SC. O partido também queria a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços, porém Silvio Dreveck está prestigiado e voltará ao comando.

Comando da Alesc

Pepê Collaço aparece como possível nome para presidir a Alesc no segundo biênio – Imagem: Alesc

Com a presidência para os anos de 2027 e 2028 batida para Camilo Martins (PL) e Ana Carolina Campagnolo (PL), os dois últimos anos ficaram para uma discussão mais adiante. Porém, uma fonte ligada ao governo me disse que, provavelmente, Fernando Krelling (MDB) e Pepê Collaço (Progressistas) devem dividir o biênio.

Goetten no comando

Jorge Goetten deverá presidir o Republicanos – Imagem: Agência Câmara

Apesar de não ter sido reeleito, o deputado federal Jorge Goetten deverá permanecer no comando estadual do Republicanos. Segundo uma fonte, a permanência de Goetten no comando atenderá a uma vontade do governador Jorginho Mello (PL). A prefeita de Lages, Carmen Zanotto, também estava cotada para comandar o partido no estado. É possível que ela seja a vice-presidente. Também segundo a mesma fonte, Goetten não pensa em disputar a eleição municipal.

Catarinenses com Alckmin

Giovana e Jean participaram da conversa com Alckmin – Imagem: Divulgação

A deputada federal eleita Giovana Mondardo (PCdoB) e o deputado estadual eleito Jean Volpato (PT) participaram ontem, em Brasília, de uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). Os catarinenses fizeram parte de um grupo de jovens eleitos pela esquerda para a Câmara Federal e as assembleias legislativas, convidados por Alckmin para uma conversa. Giovana informou que o encontro foi marcado por descontração e conversas sobre projetos. “O vice Alckmin está comprometido, junto com o presidente Lula, em ouvir a juventude, principalmente em projetos voltados para educação, tarifa zero e oportunidade para os jovens”, explicou Giovana.

Ilha em disputa

Richarlison tenta recuperar a ilha que está em posse de Willer Tomaz – Imagem: Joilson Marconne/CBF

O deputado federal catarinense Pedro Uczai (PT) apresentou, em conjunto com Rogério Correia (PT-MG), um pedido de providências ao Supremo Tribunal Federal sobre possíveis irregularidades envolvendo o terreno da União disputado pelo jogador Richarlison e pelo advogado Willer Tomaz, na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A Secretaria do Patrimônio da União apura lacunas no processo que autorizou a transferência dos direitos de ocupação para uma empresa ligada ao advogado, que é ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre os pontos analisados estão a emissão de uma certidão em apenas 100 minutos e a inclusão, quase dois anos depois, de uma orientação interna usada para fundamentar a autorização. Também há dúvidas sobre a correspondência entre a área reivindicada pela empresa do jogador e o terreno identificado no cadastro da União. Richarlison afirma ter adquirido o imóvel em 2020, por R$ 10 milhões. Willer sustenta que comprou os direitos de uma empresa que já possuía registro junto à União.