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Da direita à esquerda em Santa Catarina, paira a dúvida sobre o quanto o cenário estadual poderá ser impactado pela situação envolvendo o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), desgastado após áudios revelarem contatos e pedidos de dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Embora haja uma leitura, em setores da esquerda, de que a crise já começa a dar sinais favoráveis ao presidente Lula (PT), que começa a se distanciar, o que poderá puxar o pré-candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), para cima, por outro lado, também há quem leia o cenário como um ponto positivo para o pré-candidato João Rodrigues (PSD), pois, se o governador Jorginho Mello (PL) começar a perder intenções de voto por causa de Flávio, esses votos poderão migrar para o pessedista.
As duas leituras não estão erradas. Acontece que, com Lula subindo, ele puxa mais os eleitores indecisos, e isso poderá influenciar a favor de Merisio, que tem todas as condições de fazer um percentual maior do que fez Décio Lima (PT) em 2022.
Por outro lado, é preciso observar que, além de Rodrigues, quem também poderá contabilizar uma possível perda de pontos no lado liberal é Marcelo Brigadeiro (Missão), pois é um nome que atrai o eleitor mais à extrema direita, além de poder ser puxado pelo desempenho do pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão).
A verdade é que Jorginho Mello tem mantido uma liderança confortável nas pesquisas, por ter construído um cenário que somente seria melhor se tivesse conseguido manter o MDB na aliança e conquistado a federação. Mesmo assim, segue como favorito, o que ainda não quer dizer que a eleição está definida, pois, com esse cenário instável criado pela relação fraternal entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Santa Catarina, que tem sido tão suscetível a ondas que verticalizaram as últimas eleições, tem o cenário em aberto para algumas possibilidades, inclusive a de se manter como está.
Novo site
A nossa equipe espera que vocês desfrutem do nosso novo site. Ele foi pensado com muito carinho para vocês. E tem mais novidade vindo por aí, que logo anunciaremos. Afinal, a ampliação da nossa marca passa não somente pelo nome, mas também pela postura. Uma dessas novidades é que vocês me verão mais vezes em vídeo, com informações relevantes. Nos sigam nas redes sociais e compartilhem os nossos conteúdos. Aproveitem para fazer um tour em nosso site e conhecer tudo o que preparamos para lhes informar bem.
Carlos X Zema

O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), foi às redes sociais atacar o pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). A manifestação no X se deu porque Zema, em uma entrevista, disse que “quem está votando em Flávio Bolsonaro muito provavelmente vai entregar a eleição para Lula. Isso se não surgir mais nada daqui pra frente”. A reação de Carlos foi partir para cima do ex-governador mineiro: “Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e, na primeira oportunidade, vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é…”.
Contaminação

Enquanto isso, as lideranças do Novo trabalham em silêncio, tentando não deixar que as falas do pré-candidato de seu partido à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), contaminem o ambiente aqui no estado. O ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), já tomou a decisão de ficar ao lado do PL e do governador Jorginho Mello (PL), de quem é pré-candidato a vice. Tanto que tomou distância de Zema na última visita do mineiro ao estado. A questão é que há outras lideranças do PL começando a atacar Zema, o que poderá gerar a necessidade de alguém entrar em campo para colocar a bola no chão e baixar a fervura, evitando possíveis problemas com algumas lideranças do Novo.
Emendas

Segue em Brasília a investigação sobre emendas parlamentares federais, incluindo casos em Santa Catarina. Segundo uma fonte, há indícios de pagamento de conta de alto valor em uma loja como suposta contrapartida de emenda.
Provocação

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) tem defendido a ideia de que cargos indicados por emedebistas sejam exonerados do Governo do Estado. Além disso, Naatz tem afirmado que não existe mais o MDB de Luiz Henrique da Silveira e que o partido de hoje não tem mais identidade. As falas não pegaram bem, o que fez com que os deputados emedebistas Antídio Lunelli e Mauro De Nadal fossem tirar satisfação com o parlamentar liberal.
Discussão

A informação é que os deputados Antídio Lunelli e Mauro De Nadal foram conversar com Ivan Naatz (PL) durante a sessão de ontem da Assembleia Legislativa, em Araranguá. Eles reclamaram da postura do liberal e reforçaram a força do MDB. Em resposta, Naatz disse para os emedebistas devolverem os cargos ocupados no governo Jorginho Mello (PL), pois, segundo ele, estão em duas canoas: um pé no governo e outro com o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). A resposta dos emedebistas é de que o partido não tem mais indicados e que os que não foram exonerados são indicados dos deputados Fernando Krelling e Jerry Comper, que apoiam a participação do MDB na aliança costurada por Jorginho.
Constrangimento 1

O ex-comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Valci Brasil, está sendo alvo de críticas desde que saiu a informação, na coluna, de que está processando o município para cobrar horas extras. No processo, a defesa de Brasil chegou a mencionar “trabalho escravo” ao citar as horas extras cobradas. Alguns guardas criticaram o ex-comandante e até mesmo o vereador João do Bericó (PL), que, ao mencionar a informação divulgada pela coluna durante a sessão, questionou o motivo de Valci Brasil ainda estar em um cargo de confiança.
Constrangimento 2
Segundo fontes, há relatos de que o guarda municipal Valci Brasil teria feito cursos de inglês durante as horas alegadas e que dormia após bater o ponto. As informações não são confirmadas oficialmente. O espaço está aberto para Brasil dar a sua versão. A questão é que, próximo do pré-candidato a deputado estadual Fábio Botelho (Podemos), a ação de Brasil gerou um grande constrangimento à gestão do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), que tem sido questionado sobre o motivo de o guarda ainda ocupar um cargo comissionado.
De volta

O prefeito de Garopaba, Júnior Bento (Progressistas), foi autorizado a reassumir o cargo. A decisão é da desembargadora Ana Moura Lisboa Carneiro e seguiu entendimento no mesmo sentido do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo da Fonseca. Bento é investigado na operação Coleta Seletiva por, segundo a Justiça, ter descumprido algumas proibições, como se aproximar de servidores do município. A decisão tem cumprimento imediato.
Carga de alto valor
A Brink’s, referência mundial em segurança e gestão de numerário, firmou parceria com a Zurich Airport Brasil, operadora do Floripa Airport, para viabilizar o recebimento direto de carga de valor em Santa Catarina. O acordo foi firmado durante a Intermodal South America 2026 e já conta com aval da Polícia Federal para operar. Com a parceria, importadores que antes precisavam direcionar suas cargas para aeroportos de São Paulo, para liberar mercadorias de alto valor, passam a contar com um fluxo direto pelo terminal catarinense. A operação envolve 15 desembarques semanais, distribuídos entre voos cargueiros internacionais e voos comerciais com rotas para Europa e América do Norte, já em operação no aeroporto.
Processo alfandegário
A parceria entre a Brink’s e a Floripa Airport permite que todo o processo de liberação alfandegária ocorra integralmente em Santa Catarina. “Essa parceria representa um avanço concreto para os importadores do Sul do Brasil. Ao trazer a operação de carga de valor para dentro do Aeroporto de Florianópolis, eliminamos um desvio que gerava custo e tempo desnecessários. A Brink’s entra nessa cadeia garantindo a segurança e a integridade do processo desde a chegada do voo até a entrega final”, afirmou Filipe Coelho, gerente executivo BGS da Brink’s.
Prefeitura se manifesta
A coluna recebeu uma nova manifestação da Prefeitura de Joinville em resposta à informação divulgada na semana passada sobre uma nova investigação do Tribunal de Contas a respeito do processo de contratação do sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial e análise inteligente de imagens em Joinville, que trouxe novos elementos ampliando as suspeitas sobre a lisura da formação dos preços utilizados pela Prefeitura. Segue a manifestação:
“No dia 15 de dezembro de 2025, a Prefeitura de Joinville lançou o Edital 538/2025 para a implantação da plataforma Smartville. O objetivo é contratar um sistema avançado de videomonitoramento com reconhecimento facial e inteligência artificial. O modelo é inspirado no Smart Sampa, de São Paulo, que já resultou em mais de 8,2 mil prisões e na localização de mais de 200 pessoas desaparecidas, gerenciando 50 mil câmeras.
O processo de licitação, no entanto, encontra-se suspenso. É importante destacar que a suspensão ocorreu de forma cautelar e por iniciativa da própria Prefeitura de Joinville, no dia 28 de janeiro de 2026, enquanto a administração preparava documentos solicitados pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). Em maio de 2026, o TCE/SC emitiu nova decisão orientando a manutenção dessa suspensão, que já estava em vigor, e pediu esclarecimentos sobre três pontos técnicos específicos.
Para manter a transparência que guia a atual gestão, a Prefeitura está preparando os esclarecimentos que serão enviados ao órgão de controle nos próximos dias.
1. Quantitativo de horas para desenvolvimento: A implantação da Smartville exige o desenvolvimento de soluções personalizadas e a integração com cerca de 34 bases de dados de forças de segurança (como Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros e SAMU). O edital prevê um teto máximo de até 40 mil horas técnicas ao longo de cinco anos de contrato, sendo 8 mil por ano. É fundamental esclarecer que não há obrigação de uso deste total. As horas serão acionadas e pagas estritamente sob demanda, ou seja, o município só pagará pelo que for efetivamente utilizado e necessário.
2. Fontes de preço do orçamento: Na fase preparatória, a Prefeitura solicitou orçamentos para 17 empresas do setor. Devido à alta complexidade do serviço, apenas três retornaram. Agindo com rigor e responsabilidade com o dinheiro público, a administração municipal utilizou exclusivamente o orçamento de menor valor para basear o edital, em vez de realizar uma média de preços, o que elevaria o custo de referência da licitação.
3. Necessidade de pagamento antecipado de R$ 19,1 milhões: A interpretação de que haveria um desembolso inicial neste valor no primeiro mês de contrato está incorreta. O Edital prevê que o pagamento seja feito apenas pelos serviços prestados, na ocasião em que forem efetivamente realizados e certificados pelos fiscais do contrato. Dessa forma, não há qualquer previsão de pagamento antecipado previsto na contratação. O modelo da licitação estabelece que todos os serviços e equipamentos serão pagos sob demanda, ou seja, somente se e quando utilizados, de forma diluída ao longo dos 60 meses de contrato.
A Prefeitura de Joinville está reunindo toda a documentação técnica que será encaminhada ao TCE/SC para demonstrar a total lisura do processo. A administração municipal trabalha de forma colaborativa com os órgãos de controle para garantir segurança jurídica e viabilizar este projeto que representa um marco na segurança pública da maior cidade de Santa Catarina” – Assessoria de Comunicação






