
A possível imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros preocupa empresários e lideranças industriais aqui no estado. Caso a medida seja confirmada, mais de 90% das exportações catarinenses para o mercado norte-americano poderão ser atingidas, colocando o estado entre os mais vulneráveis do país aos efeitos da nova barreira comercial.
O alerta foi reforçado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que avalia que apenas uma pequena parcela dos produtos catarinenses exportados ficaria fora da nova tributação.
Os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações catarinenses e absorvem cerca de 14% de tudo o que o estado vende ao exterior. A nova tarifa poderá atingir diretamente setores responsáveis por milhares de empregos e por uma parcela significativa da atividade econômica catarinense. A preocupação da indústria está ligada ao próprio perfil econômico do estado. Diferentemente de outras unidades da federação que concentram suas vendas externas em commodities agrícolas e minerais, Santa Catarina exporta principalmente produtos manufaturados de maior valor agregado.
Entre os segmentos mais expostos estão os setores metalmecânico, de máquinas e equipamentos, motores elétricos, compressores, autopeças, móveis, produtos de madeira industrializada, revestimentos cerâmicos e parte da indústria têxtil. Regiões como Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau, Brusque, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Criciúma, Içara, Tubarão, Chapecó e Concórdia estão entre as que podem sentir os efeitos de forma mais intensa caso a tarifa seja implementada.
Impactos antes da vigência
Mesmo sem uma decisão definitiva do governo americano, os efeitos da incerteza já preocupam o setor produtivo catarinense. Experiências anteriores mostram que, diante da possibilidade de aumento de tarifas, importadores tendem a adiar contratos, suspender negociações e buscar fornecedores alternativos em outros países. O resultado é a redução da previsibilidade para as empresas exportadoras.
Se a tarifa entrar em vigor, os produtos catarinenses chegarão ao mercado americano com custo significativamente maior, reduzindo sua competitividade frente a concorrentes de países que não estarão sujeitos à mesma cobrança. Na prática, isso pode resultar em perda de mercado, queda das exportações, redução da produção industrial, adiamento de investimentos e impacto na geração de empregos.
Em toda economia
Os efeitos de um possível novo tarifaço dos Estados Unidos não ficariam restritos às empresas exportadoras. Como a indústria responde por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense — uma das maiores participações entre os estados brasileiros — qualquer desaceleração no setor tende a repercutir em toda a economia.
A redução da atividade industrial afeta cadeias de fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e o comércio local, além de impactar a arrecadação de impostos e a geração de renda.
Por isso, lideranças empresariais defendem uma mobilização conjunta da Fiesc, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do governo brasileiro para tentar reverter a medida durante o período de consulta pública previsto pelo governo americano. “O que está em jogo é a manutenção da competitividade da indústria catarinense em seu principal mercado internacional e a preservação de espaços conquistados ao longo de décadas de investimentos e relações comerciais”, disse um empresário que poderá ser diretamente afetado.
Notícias de SC

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Sem aliança

Ontem, em São Paulo, o pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), praticamente descartou uma aliança com o também pré-candidato Romeu Zema (Novo). Há alguns dias, ambos sinalizaram para a possibilidade de aproximação. Porém, Caiado agora rechaça qualquer possibilidade de composição no primeiro turno. “O Zema vai continuar com a campanha dele, e eu vou continuar com a minha. A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos dentre nós, candidatos, e que a centro-direita não pode chegar fragmentada ao 2º turno”, afirmou.
SC de olho
Mesmo discretamente, as pré-campanhas ao Governo do Estado do governador Jorginho Mello (PL) e do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), acompanharam as falas da semana passada de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A questão era: como ficaria o Novo em Santa Catarina caso fosse firmada uma aliança com os pessedistas na eleição nacional. Caiado não apenas esclarece o que acontecerá em relação ao pleito presidencial, como também pacifica a questão aqui no estado.
Agenda

O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), esteve em Gaspar, em mais uma etapa da construção da chamada Aliança pelo Estado. O encontro reuniu cerca de 300 pessoas, entre empresários, trabalhadores e lideranças políticas do Vale do Itajaí. Ao lado do presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, e do senador Esperidião Amin (Progressistas), Rodrigues reforçou o discurso de que o projeto vai além das siglas partidárias e tem como foco a gestão e a execução de obras. Em sua fala, o ex-prefeito de Chapecó voltou a destacar os investimentos realizados durante sua administração e criticou a falta de políticas habitacionais do atual governo estadual.
Ato com Caiado
A mobilização em Gaspar antecede um novo ato político marcado para sábado (6), em Lages, quando o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD) e o pré-candidato a deputado federal, Raimundo Colombo (PSD), receberão o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD). O evento na Serra promete reunir lideranças do PSD e aliados.
Topázio é multado

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas decidiu, por unanimidade, aplicar uma multa de R$ 3.406,51 ao prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos). A sanção é motivada pelo descumprimento continuado de uma determinação de 2021 que exigia a definição do modelo de gestão dos terminais de integração do transporte coletivo da Capital. O processo de inspeção verificou que a Prefeitura não realizou, de forma clara e fundamentada, a avaliação sobre a forma de administração e exploração dos Terminais de Integração. O tribunal busca definir se o serviço seria executado por operação direta ou indireta, via concessão, exigindo ainda a atualização de indicadores de necessidade e a integração com o novo sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana da Grande Florianópolis.
Diversas oportunidades
Segundo o relator do processo no Tribunal de Contas, conselheiro José Nei Ascari, a Prefeitura de Florianópolis teve diversas oportunidades e dilações de prazo nos últimos quatro anos, mas permaneceu em um estado de “inércia administrativa”. A documentação enviada pela prefeitura focou apenas em vistorias de bens e estudos sobre o encerramento do contrato anterior com a empresa Cotisa, sem apresentar o modelo futuro exigido pelo TCE. Atualmente, o serviço opera sob um regime de permissão precária instituído com a mesma Cotisa. Ou seja, há mais de cinco anos o serviço continua com a mesma empresa, sem uma definição e avaliação sobre seus custos. Em 2014, em relatório do mesmo TCE sobre o caso, foi revelado pela primeira vez que a Cotisa lucrava pelo menos R$ 8 milhões a mais do que deveria com o contrato de gestão dos terminais.
Prazo
Além da multa pessoal ao prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), o Tribunal de Contas determinou que a Prefeitura apresente, no prazo de 120 dias, um Plano de Ação detalhado. Este plano deve conter as medidas que serão adotadas para o cumprimento integral da decisão de 2021, incluindo cronogramas e a identificação dos responsáveis. O órgão de controle alertou que a reincidência no descumprimento poderá acarretar sanções ainda mais graves, como a aplicação de multa diária.
Silêncio

Após a repercussão de ontem sobre um possível envolvimento na contestação ao pedido de desfiliação do vereador de Balneário Camboriú Guilherme Cardoso, que deixou o PL para se filiar ao Republicanos, o deputado estadual Carlos Humberto Silva (PL) optou pelo silêncio. Corre nos bastidores que Silva deseja dificultar uma possível candidatura de Cardoso a deputado estadual. Porém, diante da repercussão negativa para o parlamentar, a estratégia seria esfriar os ânimos.
Eleição no CREA

Imagem: Divulgação
As eleições deste ano no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC) podem fazer história. A engenheira Priscila Oliveira de Andrade, única mulher na disputa pela presidência, representa a chance real de o estado ter, pela primeira vez, uma liderança feminina no comando da autarquia. Conhecida no universo digital como Prysky, ela possui uma sólida trajetória internacional, com atuação estratégica na construção civil e na normatização técnica. Se eleita, Prysky quebrará décadas de hegemonia masculina, inaugurando uma nova era de representatividade e governança no Conselho catarinense. Nas redes sociais, ela leva larga vantagem sobre o candidato da situação, com quase 60 mil seguidores, diante de pouco mais de mil seguidores.






