36ª Festa Nacional do Pinhão tem saldo preliminar positivo


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Jean Carlo Lima

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Ponto alto

O Festival Sabores da Serra, realizado em parceria com a ACIL e a CDL, foi um dos grandes destaques da festa. O espaço agregou valor à gastronomia local, oferecendo uma experiência diferenciada e voltada a um público mais exigente, que busca qualidade, conforto e boa culinária.

Comunicação

Sob o comando do executivo de comunicação Diogo Schimitz, o plano de divulgação foi um dos grandes destaques da 36ª Festa Nacional do Pinhão. Arrisco dizer que o trabalho de comunicação chegou a superar a percepção sobre a própria organização do evento, especialmente pela forte presença em plataformas digitais e em páginas de redes sociais de grande alcance, atingindo todas as regiões de Santa Catarina.

Marketing

No campo do marketing, porém, se a proposta do novo formato era resgatar as raízes da festa, faltou investir mais em ações de marketing de experiência e na valorização dos nossos ativos culturais, reforçando a identidade serrana e os elementos que tornam o evento único.

Símbolo

Outro ponto que merece reflexão é a representação das gralhas. Por se tratar de uma festa popular, a opção por uma composição vetorial em figuras geométricas dificulta a identificação imediata do símbolo pelo público. A versão anterior, desenvolvida em 3D, possuía uma leitura visual mais fácil e uma conexão mais direta com os frequentadores da festa.

Arena Pinhão

A empresa AME ficou responsável pela Arena Pinhão e pelos shows nacionais. O pavão organizador, Ricardo Silva, surgia volta e meia nas redes sociais, divando com seus influenciadores de ocasião e, talvez por isso, não tenha se dado conta de que causou o maior problema de organização do evento ao não permitir que as pessoas saíssem e voltassem para o local dos shows.

Quem quisesse circular pelo parque ou comer alguma coisa tinha que esperar os shows encerrarem, pois, se saísse, teria que pagar ingresso novamente para retornar à arena.

Rua Coberta

Foi bastante questionada a ausência de cobertura nas ruas internas do parque. Por sorte, a chuva não apareceu. Mas o sereno e a neblina deram as caras em diversas noites.

A cobertura das três ruas que formam o tradicional “U” da área gastronômica foi uma das ausências mais comentadas da edição, escreveu Milton Barão em seu portal de notícias.

Sapecada da Canção Nativa

O festival de música ganhou vida própria em parceria com a UNIPLAC. Foi uma festa à parte dentro da própria Festa do Pinhão. São três dias em que o centro da cidade se transforma em um dos lugares mais gauchescos do Sul do Brasil.

Nesses 32 anos de Sapecada, o tradicionalismo criou uma forte identificação com o evento, que se consolidou como um dos principais símbolos da cultura regional. Espera-se que, nesse formato, o festival conquiste ainda mais adeptos, à medida que se torne mais conhecido e identificável para o grande público. Afinal, é nesse momento que a cultura sai dos CTGs para ganhar evidência em um espaço democrático e de fácil acesso à população.

Conclusão

A 36ª Festa Nacional do Pinhão termina deixando uma impressão positiva. O novo formato ainda precisa de ajustes e correções de rota, mas mostrou potencial. Mais importante do que isso: recolocou a cultura, a gastronomia e a música regional no centro da festa. Se os organizadores souberem corrigir os erros e preservar os acertos, o evento pode estar diante de uma nova fase de fortalecimento e identidade.