
Mesmo com duas vagas na majoritária no projeto do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), o MDB ainda terá que decidir se fechará questão ou se abrirá para posicionamentos pontuais fora da futura aliança.
Ontem, no evento organizado pela Fesporte, quando o Governo do Estado apresentou investimentos na ordem de R$ 121 milhões, o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) fez um discurso exaltando a gestão de Jorginho Mello (PL) no setor. Dizendo-se grato, Krelling praticamente anunciou que seguirá apoiando o projeto de reeleição do governador, afirmando que manterá o seu compromisso. “Gratidão. A pessoa ingrata pode ter aplausos momentâneos, mas a pessoa grata é lembrada para o resto da vida”, afirmou, dirigindo-se a Jorginho.
A fala de Krelling contrasta com a resposta dada por ele, um dia antes, na Assembleia Legislativa, ao ser chamado para uma foto com colegas de bancada, o presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, o deputado Vicente Caropreso (UB) e João Rodrigues. “Ainda não está na hora de eu aparecer na foto”, respondeu. Porém, ontem, Fernando praticamente anunciou o seu posicionamento.
O fato é que ele e o deputado Jerry Comper, que, em praticamente todo o governo Jorginho Mello, esteve na Secretaria de Estado da Infraestrutura, se colocaram numa posição que obrigará o MDB a estudar uma saída alternativa. Uma fonte me disse que os dois devem tentar construir uma liberação para não seguir com o partido no projeto com o PSD e a Federação União Progressista. Além deles, o posicionamento do deputado federal Valdir Cobalchini também é uma incógnita, pois anunciou apoio a Jorginho, mas sempre deixou claro que é partidário e que poderá seguir com o MDB.
Portanto, de um lado, Jorginho garante, até este momento, dois deputados estaduais, um deputado federal, a senadora Ivete Appel da Silveira e a grande maioria dos prefeitos. Enquanto, por outro lado, Rodrigues tem o presidente do MDB, que é pré-candidato a vice na sua chapa; o deputado Antídio Lunelli, pré-candidato ao Senado; o deputado federal Rafael Pezenti; e os deputados estaduais Mauro De Nadal, Volnei Weber e Tiago Zilli, além dos presidentes municipais, a base e o CNPJ.
Ponto Zero

A partir das 8h05, convido você a assistir ao Ponto Zero, o noticiário matinal do Santa Catarina em Pauta. As primeiras informações que serão assunto ao longo do dia em todo o estado. Assista pelo YouTube ou acompanhe pelas redes sociais no Instagram, Facebook e X. O programa tem a apresentação da jornalista Adriane Werlang, com os meus comentários sobre política e economia estadual, além das participações dos colegas Anderson de Jesus, do Sul do estado; Arnaldo Zimermann, do Vale do Itajaí; Jean Carlo Lima, da Serra; e Luiz Veríssimo, do Norte do estado. Em breve, também teremos comentários diretamente do Oeste. Clique no link para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=C684asrNXnA
CPI do Orelha

Ontem, conforme divulguei em primeira mão nas redes sociais do Santa Catarina em Pauta, com a assinatura do deputado estadual Tiago Zilli (MDB), será possível pedir a abertura da CPI do Cão Orelha. A autoria do pedido é do deputado estadual Mário Motta (PSD), que enviará o requerimento para a presidência da Assembleia Legislativa dar andamento ao rito. Caberá à Procuradoria do Parlamento dizer se o pedido cumpre todos os pré-requisitos. Se o parecer for favorável, será dado início ao processo. Há uma grande possibilidade de a relatoria ficar com o próprio Motta.
Quem assinou
Os seguintes deputados assinaram o pedido: Mário Motta (PSD), Napoleão Bernardes (PSD), Nilso Berlanda (PSD), Marcius Machado (PL), Luciane Carminatti (PT), Marcos Abreu, o Marquito (PSOL), Padre Pedro Baldissera (PT), Neodi Saretta (PT), Rodrigo Minotto (PDT), Sérgio Guimarães (UB), Altair Silva (Progressistas), Fabiano da Luz (PT), Volnei Weber (MDB) e Tiago Zilli (MDB).
Culpado pela derrota

O vereador de Florianópolis Luiz Fernando Bezerra (MDB) está sendo apontado pela gestão do prefeito Topázio Neto (Podemos) como o culpado pela derrota de terça-feira, quando foi negada a homenagem ao pré-candidato a deputado estadual Fábio Botelho (Podemos), por meio do Troféu Pedro Medeiros. Bezerra, que foi o autor da proposta de homenagem, foi criticado por não ter articulado a aprovação com a base, causando um grande constrangimento a Topázio. Ainda ontem, Bezerra esteve no gabinete do prefeito, onde conversaram a portas fechadas. Ao final, gravaram um vídeo destacando que foram apresentadas demandas para a região continental de Florianópolis.
Reação da base
A impressão que dá nessa situação envolvendo a não aprovação da homenagem ao pré-candidato a deputado estadual Fábio Botelho (Podemos) pela Câmara de Florianópolis é que a possibilidade de não dar certo não foi contabilizada pelo vereador Luiz Fernando Bezerra (MDB). Pois a base saiu do plenário na hora da votação, deixando o emedebista na mão e a oposição à vontade para negar a entrega do troféu a Botelho. O que chamou atenção é que o governo, no mesmo dia, chegou a ser salvo pela oposição. Um projeto de abertura e alteração de crédito adicional foi votado logo na sequência e somente foi aprovado por causa dos votos dos vereadores de oposição.
Privilégio

A Câmara de Vereadores de Chapecó poderá aprovar, na tarde de hoje, a contratação de um plano de saúde para os vereadores, cargos comissionados e servidores. O custo poderá chegar a R$ 1.500 mensais por pessoa. São 21 vereadores, mais três assessores para cada um, além de quarenta servidores, chegando a 124 possíveis beneficiados. Se apenas 100 aderirem ao plano, que, caso aprovada a matéria, será contratado via licitação, o custo anual poderá chegar a R$ 1,8 milhão. Mesmo se houver legalidade, será que é moral, visto que uma boa parcela da população depende do SUS? Será que esse valor não pode ser devolvido ao município para ser usado em benefício da sociedade? É, no mínimo, um privilégio desnecessário.
Presidente defende
Procurado, o presidente da Câmara de Chapecó, Adão Teodoro (PSD), afirmou que o projeto não garante automaticamente R$ 1.500 de gasto por servidor, mas estabelece apenas um teto máximo para reembolso. Segundo ele, o benefício já existe em outros órgãos e poderes do estado, inclusive na prefeitura. Teodoro também argumentou que a medida ajudará a manter servidores qualificados na Câmara e destacou que o Legislativo municipal opera com gastos abaixo do limite orçamentário permitido.
Moralidade do benefício
O presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó, Adão Teodoro (PSD), admitiu que a criação do auxílio-saúde pode gerar questionamentos sobre sua moralidade diante da realidade de parte da população que não possui plano de saúde. Ainda assim, defendeu a proposta. O presidente ressaltou que o projeto ainda será votado pelos vereadores e que, se aprovado, passará por processo de licitação para definição da empresa responsável pelo atendimento.
Insatisfação em BC

Servidores da Prefeitura de Balneário Camboriú estariam insatisfeitos com um gasto que terão de custear do próprio bolso. A coluna teve acesso a duas mensagens no grupo de WhatsApp de diretores e coordenadores da gestão da prefeita Juliana Pavan (PSD), escritas pelo secretário da Casa Civil, Leandro Índio da Silva. Na primeira, ele informa que, por determinação da prefeita, algumas exonerações seriam feitas ontem. Na segunda, Índio menciona um evento intitulado “Seminário de Governo”, que, segundo ele, será realizado neste mês. Ele solicita aos “membros do time” que ainda não adquiriram a camiseta que a comprem “impreterivelmente nesta semana”.
Valores
Segundo as fontes que conversaram com a coluna, todos os ocupantes de cargos comissionados terão que adquirir a camiseta do evento “Seminário de Governo”, da gestão da prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD). Os relatos são de que o valor da peça seria de R$ 100. Entrei em contato com a comunicação da prefeitura para confirmar o valor e o número de comissionados que terão que adquiri-la, e o valor foi confirmado. Quanto aos comissionados, ninguém soube dizer quantos irão.
Contraponto
“O evento será interno e privado, voltado à integração e ao diálogo entre membros comissionados do governo municipal que compartilham dos objetivos e projetos da atual gestão. Será realizado fora do horário de expediente da Prefeitura, em espaço particular e locado – sem qualquer utilização de recursos públicos. Logo, a participação e o apoio dos agentes que integram o time de governo é muito importante para o compartilhamento de ações, metas e desafios inerentes ao ambiente político. Trata-se de situação comum a qualquer grupo político que integra uma administração municipal, sem que haja, contudo, uso da estrutura administrativa ou apoio do Município” – Leandro Índio – Secretário da Casa Civil
Dobradinha

A vereadora de Florianópolis Carla Ayres (PT), pré-candidata a deputada federal, se encontrou com o deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT). Eles formarão uma dobradinha na eleição. Carla esteve na abertura da 25ª Feira do Mel, produto que é uma das principais bandeiras do mandato de Baldissera. Ele preside a Frente Parlamentar da Apicultura e da Meliponicultura da Assembleia Legislativa.
Prisão domiciliar

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar em habeas corpus para substituir a prisão preventiva da empresária Schirle Scottini por prisão domiciliar. Ela é uma das investigadas na Operação DNA do Crime, deflagrada pelo Gaeco. Na decisão, o ministro destacou que os crimes investigados não envolvem violência ou grave ameaça e considerou o quadro de saúde da empresária. Segundo o entendimento do magistrado, a permanência em unidade prisional não garantiria os cuidados médicos necessários, sendo insuficiente até mesmo a eventual transferência para outro estabelecimento prisional.
Argumento da defesa
O habeas corpus em favor da empresária Schirle Scottini foi impetrado pelos advogados Wilson Campos e João Dalmagro Junior. Procurados, eles afirmaram que ainda existem outras questões processuais pendentes e sustentam que a operação foi baseada em premissas equivocadas, que serão esclarecidas ao longo da investigação. A Operação DNA do Crime foi deflagrada em 2 de junho como um desdobramento da Operação Mensageiro, conduzida pelo Ministério Público por meio do Gaeco. A investigação apura supostos crimes de lavagem de dinheiro relacionados a contratos públicos nas áreas de coleta de lixo e saneamento em municípios catarinenses.
Prisões e bloqueios
Por decisão do Tribunal de Justiça, foram determinadas a prisão preventiva de cinco investigados e o bloqueio de aproximadamente R$ 66 milhões em bens. Entre os alvos está a empresária Schirle Scottini, apontada pelos investigadores como uma das lideranças do suposto esquema. O nome da operação faz referência ao fato de que os investigados teriam vínculos familiares.






