
O Governo do Estado acompanha de perto as novas medidas comerciais que deverão ser anunciadas hoje pelos Estados Unidos e os possíveis impactos sobre a economia catarinense. Neste momento, porém, qualquer definição sobre ações de auxílio é considerada prematura, já que ainda não há clareza sobre o alcance das tarifas, os setores atingidos e os reflexos para as empresas exportadoras do estado.
Apurei que o governo aguardará a oficialização das medidas para analisar os impactos e, a partir de dados concretos, avaliar a necessidade de novas ações de apoio. Entre as possibilidades está a elaboração de um novo pacote voltado aos setores eventualmente afetados, a exemplo do que ocorreu no ano passado.
A cautela ocorre em meio às negociações mantidas pelo Governo Federal com os Estados Unidos. Ontem, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial da Presidência da República participaram da quinta reunião de alto nível com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
O diálogo ocorre desde 7 de maio, quando os presidentes dos dois países decidiram criar um grupo de trabalho dedicado às relações comerciais. Durante a reunião, o Brasil voltou a questionar as medidas propostas pelos Estados Unidos e reiterou considerar injustas as sobretaxas recomendadas nas investigações comerciais.
No ano passado, diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Governo do Estado anunciou um pacote estimado em cerca de R$ 435 milhões, reunindo medidas tributárias e linhas de financiamento para preservar a competitividade das empresas e reduzir os impactos sobre os empregos.
Uma das ações permitiu a liberação de R$ 62 milhões em créditos acumulados de exportação, distribuídos ao longo de três meses. Outra frente possibilitou a postergação do pagamento do ICMS por 60 dias, também durante três meses, representando aproximadamente R$ 72 milhões em tributos postergados. Uma estimativa extraoficial, é de que as duas medidas alcançaram 295 empresas enquadradas nos níveis crítico, alto, relevante e gerenciável de exposição às tarifas, com estimativa de preservação de cerca de 73 mil empregos.
O pacote ainda disponibilizou R$ 265 milhões em linhas emergenciais de financiamento por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com potencial para contribuir para a manutenção de aproximadamente 18 mil postos de trabalho.
Agora, a informação é que o Governo do Estado volta a acompanhar o cenário internacional. Caso as medidas anunciadas hoje provoquem novos impactos relevantes sobre a indústria e os exportadores catarinenses, a possibilidade de uma nova resposta estadual deverá entrar em discussão. Antes disso, porém, será necessário conhecer o tamanho do tarifaço e quais setores estarão efetivamente na linha de frente.
Arquivado

A 84ª Promotoria Eleitoral de São José determinou o arquivamento da Notícia de Fato Eleitoral instaurada para apurar a regularidade da transferência do domicílio eleitoral do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado. De acordo com a comunicação assinada pelo promotor de Justiça Eleitoral Raul de Araujo Santos Neto, os elementos reunidos durante a apuração corroboraram a presunção de legitimidade e de regularidade do ato praticado pela Justiça Eleitoral. O promotor concluiu que não foram identificados indícios concretos de irregularidade nem justa causa para a realização de novas diligências, a adoção de medidas investigatórias complementares ou o ajuizamento de medidas judiciais.
Convencimento

Ontem, a bancada do MDB na Assembleia Legislativa se reuniu para o almoço das terças-feiras. Os parlamentares conversaram sobre a eleição e, segundo uma fonte, um argumento passou a ser usado por quem está alinhado ao projeto com o PSD de João Rodrigues para tentar convencer os deputados que anunciaram apoio ao governador Jorginho Mello (PL): o de que o partido precisa se unir para evitar os maus resultados das duas últimas eleições, quando nem chegou ao segundo turno. O entendimento é de que, se o MDB disputar a eleição dividido, mais uma vez ficará de fora do segundo turno, e os prejuízos para o partido tendem a ser duradouros.
Dissidentes
Por outro lado, o grupo formado pelos deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper, pelo deputado federal Valdir Cobalchini e pela senadora Ivete Appel da Silveira aguardará a convenção para conversar com o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, sobre como o partido se organizará diante da divisão. Eles já anunciaram apoio ao governador Jorginho Mello (PL) e querem trabalhar uma saída pacífica para o impasse. “Precisamos encontrar uma solução. Somos todos MDB, mas temos entendimentos diferentes neste momento, que devem ser respeitados. Não falamos só por nós. A maioria dos prefeitos do partido já anunciou apoio ao governador”, relatou uma fonte. Outro parlamentar foi mais comedido. Disse que somente após a conversa com Chiodini será possível saber como o partido sairá dessa situação.
Aviso

O prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), teria avisado à vice-prefeita, Maria Regina Soar (Republicanos), que ela não terá nenhum apoio da prefeitura na eleição deste ano. Ela é pré-candidata a deputada federal e não teria atendido a um apelo de Ferrari para desistir da disputa. Segundo uma fonte, o prefeito está comprometido com a pré-candidatura do ex-prefeito João Paulo Kleinubing (PL) à Câmara Federal. Vale lembrar que foi Kleinubing quem indicou ao governador Jorginho Mello (PL) o então deputado Egídio para disputar a prefeitura.
Sem problema

Correu a informação de que o vereador de Joinville William Tonezi (PL) e o deputado estadual Maurício Peixer (PL) estariam em guerra por causa da eleição deste ano. Tonezi é pré-candidato à Assembleia Legislativa, e Peixer disputará a reeleição. O motivo seria a dobradinha com o deputado estadual Sargento Lima (PL). Conversei com Lima, que é pré-candidato a deputado federal e negou a existência de qualquer problema entre os dois colegas de partido. Ele me disse que dobrará com Tonezi e com Peixer e que está tudo pacificado.
Voto em Joinville
No acordo firmado entre o deputado estadual Sargento Lima (PL), o deputado Maurício Peixer (PL) e o vereador de Joinville William Tonezi (PL) está o compromisso de não levar candidatos à Alesc de outras regiões para Joinville. O mesmo vale para Tonezi e Peixer, que não poderão levar candidatos a deputado federal para fazer campanha no município. A ideia é concentrar os votos de Joinville em quem é do município, atendendo a um movimento intitulado “Cada Voto Conta”, liderado pelo Conselho das Entidades Empresariais de Joinville, pela Associação Empresarial de Joinville (Acij), CDL, Acomac e Ajorpeme.
Convenções

PSD, MDB e Federação União Progressista realizarão as suas convenções no dia 1º de agosto, na Assembleia Legislativa. Cada convenção será realizada em um espaço. Os emedebistas, por serem o maior partido, optaram pelo Plenário Deputado Osni Régis. Os encontros para homologar as candidaturas devem iniciar às 10h. Depois, os partidos se juntarão para confraternizar. A chapa que deve ser homologada terá João Rodrigues (PSD) como candidato a governador; Carlos Chiodini (MDB), a vice; e Esperidião Amin (Progressistas) e Antídio Lunelli (MDB) ao Senado.
Críticas em BC

O vereador Marcelo Achutti (MDB) foi à tribuna da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú para criticar o comandante da Polícia Militar no município, Rafael Vicente. Achutti criticou as medidas de fechamento das conveniências à noite para diminuir a criminalidade e uma fala do comandante de que a prefeitura não sabe fazer segurança. “Respeito a instituição da Polícia Militar, assim como respeito os policiais da nossa cidade, mas não posso concordar com as falas do comandante Vicente de que a prefeitura não entende nada de segurança pública”, afirmou, mencionando que o município gasta mais de R$ 50 milhões por ano com segurança pública.
Desafio
Além das críticas, o vereador de Balneário Camboriú Marcelo Achutti (MDB) desafiou o comandante da PM, Rafael Vicente, sobre o “toque de recolher”, referindo-se ao fechamento das conveniências. “Não vai ter toque de recolher em Balneário Camboriú e, se o comandante Vicente quiser adotar essa medida, que se eleja vereador ou prefeito”, desafiou. O espaço está aberto para o comando da PM.
Curso suspenso

O comando do Corpo de Bombeiros suspendeu, dois dias antes do início, o curso de formação de praças e oficiais. A questão é que os aprovados no concurso deixaram seus empregos e alugaram residências em Florianópolis, e a suspensão os deixou em dificuldades financeiras. Até uniformes já haviam comprado, contando com o início do curso no dia 6. Muitos agora esperam informações e não sabem o que fazer.
Comando se manifesta
Por meio de nota, o Comando dos Bombeiros enviou a seguinte manifestação:
“O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informa que o concurso público para o Curso de Formação de Praças e o Curso de Formação de Oficiais está e permanece homologado pelo Governo do Estado, e a convocação será mantida. Superado o período de resguardo, em razão da legislação eleitoral, o CBMSC dará seguimento normal ao processo e comunicará a nova data de apresentação dos aprovados. A convocação desses candidatos aprovados foi temporariamente suspensa, de maneira preventiva, diante do atual período eleitoral, e visa garantir plena conformidade legal antes do início das atividades.” — Assessoria de Comunicação
Diabetes

Inspirado no Paraná, primeiro estado a oferecer sensores de glicose gratuitos à população infantojuvenil de baixa renda, o deputado estadual Lucas Neves (Republicanos) quer replicar o modelo em Santa Catarina. O investimento estimado é de R$ 5 milhões por ano, valor que ele considera baixo diante do alcance para milhares de famílias. O projeto foi apresentado ao secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, e começaria por crianças e adolescentes com diabetes tipo 1.





