
Santa Catarina deu um passo inédito na transição energética com a assinatura do primeiro contrato de fornecimento de biometano do estado. A iniciativa transforma dejetos da suinocultura em combustível renovável para abastecer a indústria, criando uma nova cadeia de valor baseada na economia circular e na descarbonização.
O projeto reúne quatro parceiros. A H2A produz o biometano em Campos Novos a partir de resíduos da produção animal, a SCGÁS distribui o combustível pela rede de gás canalizado, a Vossko do Brasil, em Lages, será a primeira indústria a utilizar o energético e a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) estabeleceu as regras que viabilizaram a operação.
Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o estado tem potencial para dobrar a produção atual de biogás, estimada em cerca de 2 milhões de metros cúbicos por dia. Já a SCGÁS anunciou investimentos de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos para ampliar a infraestrutura e conectar novos produtores de biometano.
A regulamentação do setor foi consolidada com a Resolução nº 250 da Aresc, que autorizou a injeção de biometano na rede de distribuição. A expectativa é ampliar o uso do combustível renovável, reduzir emissões de carbono e fortalecer a competitividade da indústria catarinense.
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