FIESC manifesta preocupação com nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros


Foto de Redação Santa Catarina em Pauta

Redação Santa Catarina em Pauta

Nova sobretaxa amplia impacto sobre exportações catarinenses aos Estados Unidos / Foto: Magnific

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e de outros 59 países. Segundo a entidade, a medida representa uma nova barreira para o acesso ao mercado norte-americano e amplia a perda de competitividade da indústria exportadora, ao favorecer empresas que produzem dentro do território dos EUA. De acordo com a FIESC, a combinação da nova tarifa com as anteriores pode elevar em até 2,5 pontos percentuais a diferença em relação a parte dos concorrentes do Brasil.

A nova taxação foi anunciada com base no entendimento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de que os países incluídos na lista toleram a circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além do Brasil, a medida alcança países como Argentina, China, Israel, Japão e integrantes da União Europeia. Conforme a FIESC, a nova tarifa substitui a alíquota de 10% anunciada em 2025 e posteriormente derrubada pela Suprema Corte norte-americana. “Este novo obstáculo para acesso ao maior mercado consumidor do mundo reforça a necessidade de insistirmos em negociações objetivas e máximo empenho diplomático por parte do governo brasileiro”, afirmou o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

A federação também avalia que o novo cenário se soma aos impactos do chamado “Segundo Tarifaço”, em vigor desde o último dia 22, que atinge 54,5% do valor das exportações catarinenses destinadas aos Estados Unidos. Além disso, outros 40,3% do valor exportado pelo Estado já estão sujeitos às tarifas previstas na Seção 232 da legislação norte-americana. Segundo a entidade, os efeitos tendem a ser mais significativos sobre produtos estratégicos das regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, consideradas importantes polos industriais de Santa Catarina.

Desde a primeira elevação das tarifas, em 2025, a FIESC afirma ter intensificado ações de apoio às empresas na busca por novos mercados, atendendo mais de 500 indústrias por meio de iniciativas de internacionalização e inteligência comercial. A entidade informou ainda que prepara a segunda fase do Programa Destarifaço e pretende manter a articulação com os governos estadual e federal, além do setor produtivo e da diplomacia empresarial. “Dada a magnitude da negociação, a expectativa é de que o governo federal compreenda que este não é o momento de acionar mecanismos como o da reciprocidade tarifária, que podem agravar ainda mais a situação”, acrescentou Gilberto Seleme.

Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do Santa Catarina em Pauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!