
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) avalia que o chamado “Segundo Tarifaço”, em vigor desde o último dia 22, deve aprofundar os impactos negativos provocados pela primeira rodada de aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, os efeitos já são sentidos nas exportações catarinenses e podem se intensificar com a ampliação das medidas.
De acordo com levantamento da Fiesc, em 2025 as exportações de Santa Catarina para o mercado norte-americano registraram queda de 38,2%, o que resultou em uma perda estimada de cerca de 7,6 mil postos de trabalho no Estado. Com a nova rodada de tarifas, a federação calcula que 54,5% do valor das exportações catarinenses passa a ser atingido pelas novas medidas comerciais.
Além disso, a entidade destaca que outros 40,3% do valor exportado por Santa Catarina aos Estados Unidos já está submetido às tarifas previstas na Seção 232 da legislação norte-americana, que incidem sobre determinados setores considerados estratégicos pelo governo dos EUA.
Segundo a Fiesc, os maiores impactos recaem sobre produtos fabricados nas regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, áreas que já enfrentam desafios para o desenvolvimento econômico e que possuem forte dependência da atividade industrial.
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirma que a entidade intensificou as ações de apoio às empresas catarinenses desde a primeira elevação das tarifas. “Desde o primeiro tarifaço, ampliamos nosso trabalho para apoiar as indústrias na busca por novos mercados, atendendo mais de 500 empresas. Agora, estamos estruturando a segunda fase do Programa Destarifaço para oferecer novas medidas de apoio às empresas afetadas”, destacou.
A federação informa que continuará mobilizada em conjunto com o Governo do Estado, o Governo Federal, o setor produtivo e a diplomacia empresarial na busca por alternativas que reduzam os impactos das tarifas, preservem a competitividade da indústria catarinense, mantenham os empregos e contribuam para a retomada de melhores relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Relação com a China

Os dois tarifaços impostos pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acenderam um alerta no setor produtivo de Santa Catarina. Com um dos mercados mais importantes para as exportações catarinenses impondo novas barreiras comerciais, cresce a necessidade de buscar alternativas para manter a competitividade da indústria. Nesse cenário, ganha ainda mais relevância a missão empresarial que a Fiesc promoverá à China, em outubro. Mais do que ampliar as exportações, a estratégia mira uma aproximação com a segunda maior economia do mundo em áreas consideradas fundamentais para o futuro da indústria, como inovação, transformação digital, automação e manufatura avançada. A programação inclui visitas aos principais polos industriais e tecnológicos chineses, além da participação na Canton Fair 2026, uma das maiores feiras de negócios do planeta.
Parceria
A confirmação da missão à China ocorre em um momento em que Santa Catarina sente os reflexos da crise nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Os tarifaços afetam diretamente segmentos importantes da economia catarinense e reforçam um debate que ganha espaço entre empresários e lideranças do setor produtivo: a necessidade de diversificar mercados e reduzir a dependência de um único parceiro comercial. A China, que já responde por 10,6% das exportações catarinenses, passa a ocupar um papel ainda mais estratégico. A avaliação de especialistas é de que fortalecer essa relação pode representar não apenas novos negócios, mas também a chegada de investimentos e tecnologia capazes de aumentar a competitividade da indústria de Santa Catarina. Ontem à noite, o presidente Lula (PT) conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre o aprofundamento da cooperação bilateral entre os dois países.
Elogios a Jorginho

Na sexta-feira, antes de gravar a entrevista com o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, ouvi dele que está satisfeito com a força que o PL alcançou aqui no estado. Questionado sobre o cenário eleitoral catarinense, ele afirmou: “O Jorginho Mello está bombando. Tá com uma eleição ganha no primeiro turno graças ao trabalho que ele desenvolveu aí. Acho que nós vamos fazer uma bancada grande de federais e estaduais, vamos fortalecer mais o partido aí. O Jorginho é um craque, e nós vamos colher esse fruto agora na eleição”, afirmou.
Vice na chapa

Quando surgiu o assunto de Júlia Zanatta (PL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL), publiquei um vídeo no Instagram apontando as dificuldades de isso se tornar realidade. Primeiro, Santa Catarina não tem grande densidade eleitoral. Somos o 10º colégio eleitoral, com 3,61% dos eleitores. Além disso, a maioria do eleitorado catarinense se identifica como de direita e uma parte dele como bolsonarista; portanto, não é um estado que precise ser conquistado por Flávio, que lidera as pesquisas aqui. Porém, a Federação União Progressista adotou a neutralidade, e o Republicanos decidirá no dia 1º de agosto a sua posição, embora esteja caminhando na mesma direção. Por isso, nos bastidores, ganharam força os nomes de Júlia e de Bia Kicis. É uma questão do improvável se tornando uma possibilidade real, caso o Republicanos também se afaste do PL.
Júlia ganha
Quem está ganhando com toda essa situação é a deputada federal Júlia Zanatta (PL). Tem o nome lembrado, inclusive com o apoio de Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, o que, no fim, mesmo não sendo candidata a vice, pelo menos lhe renderá capital político com a exposição. No PL catarinense, Júlia é vista com potencial para ser a deputada federal mais votada. Nesse caso, poderia ajudar a legenda, e uma eventual saída da disputa proporcional é vista com preocupação.
Crítica

O candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), fez duras observações em relação às rodovias do estado. Em crítica aberta à direita, Merisio lembra que, na época do governo do então presidente Jair Bolsonaro, foi elaborado o projeto de concessão das rodovias federais que cortam Santa Catarina. Ele cita que, junto com o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o governador da época, Carlos Moisés da Silva, o então senador Jorginho Mello e Vissilar Preto, diretor do DNIT, trabalharam no projeto de concessão. Seriam R$ 28 bilhões para serem aplicados aqui no estado, sendo R$ 22 bilhões destinados às rodovias federais e R$ 6 bilhões às estaduais, que serviriam de alimentadoras para as BRs e também integrariam o pacote de concessão. No entanto, o projeto não saiu do papel.
Retirou as estaduais
De acordo com o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), após assumir o governo, Jorginho Mello (PL) retirou as rodovias estaduais do projeto, que, segundo ele, voltou à estaca zero. “Quatro anos depois, nenhum quilômetro de rodovia estadual duplicada em Santa Catarina. Já era para ter R$ 6 bilhões aplicados nas estaduais. Para ter uma comparação, o Paraná já investiu R$ 8 bilhões nas suas rodovias”, afirma Merisio. Com a aproximação da eleição, deveremos ter um embate entre as ações no estado e a relação com os últimos governos federais entre Merisio e Jorginho.
Articulações

Uma das incógnitas da eleição deste ano para a Câmara Federal é o desempenho da deputada Geovânia de Sá (Republicanos). Ela não contará com o apoio do ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), que abraçou o projeto do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), de buscar uma vaga em Brasília. Geovânia também terá que disputar espaço com o deputado Ismael dos Santos (PL) na igreja. Nos bastidores, é dito que cerca de 10 prefeitos estariam sendo acertados para apoiá-la, com a bênção do governo. Entre eles, os prefeitos de Laguna, Preto Crippa, e de Lages, Carmen Zanotto, ambos do Republicanos. O deputado Ricardo Guidi (PL) deve ter, nas articulações, o apoio de Cláudio Rocha, da Casa Civil.
Faixa de areia

Seguem os trabalhos na Praia do Gravatá, em Navegantes, para a ampliação da faixa de areia, que passará a ter cerca de 70 metros. O projeto, iniciado na gestão do ex-prefeito Libardoni Fronza (PSD), fará com que a extensão fique próxima da existente na praia central de Balneário Camboriú. Engenheiros americanos também estariam acompanhando o desenvolvimento da obra, que terá um custo de R$ 31,5 milhões. O trabalho está sendo realizado pela Jan de Nul, da Bélgica, entre o Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá, em uma extensão de 2,3 quilômetros. Um destaque da obra é o projeto elaborado, que tem sido elogiado. Mais de 30% dos trabalhos já foram concluídos.
Problemas na PM?

O comando da Polícia Militar precisa criar uma cartilha sobre a atuação dos policiais em ocorrências que envolvam cães soltos. É óbvio que os PMs precisam cumprir as suas tarefas, porém há casos de mortes de animais durante ocorrências que têm acontecido de forma desnecessária. Quem sabe a adoção de armas não letais possa garantir a integridade dos policiais sem a necessidade de tirar a vida dos animais?








