Indústria de SC cresce, mas não compensa perdas; deputada irá depor em CPI; o estado de saúde de Pedro Uczai – e outros destaques


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Marcelo Lula

Indústria não recuperou as perdas do início do ano – Imagem: Divulgação/Fiesc

A reação da indústria catarinense no segundo trimestre não foi suficiente para compensar as perdas registradas no início do ano. A indústria de transformação de Santa Catarina encerrou o primeiro semestre com retração de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025, desempenho abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 0,4%.

O resultado foi influenciado principalmente pelo fraco desempenho no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, houve recuperação, mas de forma desigual entre os setores e ainda insuficiente para neutralizar as perdas acumuladas no começo do ano. Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, o cenário exige atenção. “O primeiro semestre foi marcado por desafios e superações para a indústria de SC. Apesar de termos observado uma reação no segundo trimestre, a produção industrial segue em queda diante de um ambiente macroeconômico adverso”, avalia Seleme.

O segundo tarifaço norte-americano e o crédito caro no mercado interno pressionaram especialmente a fabricação de móveis, atividade que apresentou o maior recuo no período, de 16,7%. Também impactada pelas tarifas impostas às exportações destinadas aos Estados Unidos, a fabricação de produtos de madeira caiu 6,5%.

As restrições de crédito para a aquisição de bens de consumo duráveis também afetaram a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 12,8%. Na sequência, aparecem produtos de metal (-9,8%), máquinas e equipamentos (-4,6%) e materiais elétricos (-3,9%). “A queda em produtos de metal também reflete a contenção de investimentos em projetos industriais, infraestrutura e construção civil”, avalia o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt.

Setores diferenciados

Apesar do resultado negativo acumulado nos seis primeiros meses do ano, alguns setores da indústria catarinense caminharam na direção oposta. A fabricação de produtos de borracha e material plástico liderou o crescimento, com alta expressiva de 10,4%, seguida por produtos alimentícios (3%), minerais não metálicos (2,2%), metalurgia (1,9%) e produtos químicos (1,3%). “O avanço no segmento de borracha e plástico está associado ao movimento de antecipação da produção e recomposição de estoques em função das incertezas no mercado de petróleo e do conflito no Irã. Já o setor de alimentos manteve sua trajetória sustentada pela demanda interna e externa”, afirma o economista da Fiesc, Pablo Bittencourt.

Dados de junho

Os números de junho mostram uma melhora no ritmo da atividade. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção industrial catarinense avançou 1,9%. As maiores altas foram registradas nos segmentos de borracha e plástico, com crescimento de 15,4%, e alimentos, com 9,5%. Na outra ponta, as principais quedas ocorreram na fabricação de produtos de metal (-10,1%) e móveis (-9,3%). Na avaliação do economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, os números consolidados do semestre revelam um cenário mais adverso do que o projetado inicialmente pela entidade. Segundo ele, a retomada do crescimento foi prejudicada pelo ambiente macroeconômico doméstico, marcado por juros elevados e restrições ao crédito. A esse cenário somaram-se os efeitos do tarifaço norte-americano e do conflito no Oriente Médio.

Uczai

Uczai segue internado após sofrer um AVC – Imagem: Agência Câmara

Ontem à noite, a assessoria do deputado federal Pedro Uczai, líder do PT na Câmara dos Deputados, informou que o motivo do mal-estar sofrido pelo parlamentar durante a reunião de líderes no Congresso foi um AVC isquêmico no cerebelo esquerdo. De acordo com a nota, o quadro não apresenta déficit motor nem cognitivo. Uczai permanece internado para observação clínica e realização de exames complementares, evoluindo de forma estável. Não há informação sobre previsão de alta.

Pautando SC

Hoje seria a vez do governador Jorginho Mello (PL) ser o entrevistado no Pautando SC. Porém, a comunicação de campanha não respondeu ao convite feito. Na sexta-feira, será a vez do candidato Gelson Merisio (PSB). Na próxima semana, os candidatos ao Senado serão os entrevistados. Foram convidados os seis melhores colocados nas pesquisas.

CPI em Bombinhas

Paulinha foi convocada para falar sobre a concessão de água – Imagem: Alesc

A CPI do Esgoto de Bombinhas entra, amanhã, em uma de suas etapas mais importantes desde o início dos trabalhos. A comissão ouvirá os ex-prefeitos, a atual deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), e seu marido, Paulo Muller, o Paulinho. Os depoimentos ocorrem após três meses de investigação e são considerados fundamentais para o avanço das apurações conduzidas pela comissão, liderada pela vereadora Larissa Gobatto (UB). A empresa AEGEA, responsável pela concessão dos serviços de água e esgoto no município, está entre os principais focos da CPI. A expectativa é de que os depoimentos ajudem a esclarecer decisões tomadas durante as gestões dos ex-prefeitos e questões relacionadas ao cenário do saneamento em Bombinhas. Além de Larissa, integram a comissão os vereadores Átila de Oliveira (PL) e Leandro dos Santos (PSD).

Investigação fortalecida

As oitivas dos ex-prefeitos de Bombinhas, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), e Paulo Muller, o Paulinho, ganham ainda mais peso após uma vitória jurídica obtida pelos parlamentares que integram a CPI do Esgoto. A comissão conseguiu um mandado de segurança envolvendo a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), destravando o acesso a documentos considerados fundamentais para o avanço das investigações. Com esse novo conjunto de provas em mãos, a CPI chega aos depoimentos com mais elementos para confrontar informações e cobrar esclarecimentos dos ex-gestores sobre a concessão e a prestação dos serviços de água e esgoto no município. A expectativa é de que a documentação obtida junto à Aresc seja utilizada durante os questionamentos.

CPI em São José

Orvino defende que a concessão seja fiscalizada – Imagem: Divulgação

A Câmara de São José votará hoje um projeto de resolução visando abrir a CPI da tarifa do lixo. A iniciativa é liderada pelo vereador Marcus de Andrade (PL). Procurado, o prefeito Orvino de Ávila (PSD) disse que não está preocupado com o pedido de abertura da CPI. Segundo ele, o contrato de concessão precisa ser fiscalizado permanentemente, tanto pelos vereadores como pela sociedade. “O contrato foi homologado pela Justiça em 2019. Defendo que a fiscalização seja feita com transparência e responsabilidade, garantindo a qualidade do serviço e o respeito ao dinheiro público”, afirmou. O presidente da Câmara, Matson Cé (PSD), tem o mesmo entendimento. Ele destaca que o Legislativo vai respeitar o Regimento Interno da Casa, conduzindo o processo com transparência e garantindo o cumprimento do papel de fiscalização do contrato.

Anuidade da OAB/SC

Com inovação, a OAB/SC conseguiu implementar um programa que permite aos profissionais inscritos na Ordem abater a anuidade e até zerar a taxa. Ontem, Dia da Advocacia, foi lançado o “App da Ordem”, plataforma em parceria com a CAASC que devolve cashback aos profissionais em compras feitas pelo aplicativo em mais de 25 mil estabelecimentos em todo o País. Os valores retornados são automaticamente descontados da próxima anuidade e podem zerar a taxa anual obrigatória. O app também indica 2,5 mil estabelecimentos que oferecem descontos para a advocacia no Estado.

Assédio nas escolas

Imagem criada por IA

O 25º caso registrado em atos oficiais da Secretaria de Estado da Educação em 2026 narra, na abertura de processo disciplinar, que um professor é acusado de “assediar e constranger alunos com interações inapropriadas por meio de redes sociais, além de pedidos de fotos, abraços e oferecimento de lanches”. O caso do servidor contratado como temporário não é uma novidade na rede estadual de ensino. Com esse, os casos de assédio sexual em escolas públicas estaduais já são maiores que os registrados em 2025: 25 processos contra professores assediadores.

Gastos públicos

O presidente da ACIF, Célio Bernardi, participou, em Brasília, ao lado do presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, do lançamento da plataforma Gasto Brasil. Criada pela CACB e pela ACSP, a ferramenta permite acompanhar despesas públicas em áreas como pessoal, Previdência, encargos e obras. As despesas públicas primárias em Santa Catarina chegaram a R$ 34 bilhões entre janeiro e julho deste ano, segundo a plataforma. O valor representa cerca de R$ 4,5 mil por habitante e corresponde a 24,3% dos R$ 139,7 bilhões gastos na região Sul. Para o presidente da ACIF, Célio Bernardi, a transparência permite à sociedade acompanhar a aplicação dos recursos e os resultados entregues à população.