
A reação da indústria catarinense no segundo trimestre não foi suficiente para compensar as perdas registradas no início do ano. A indústria de transformação de Santa Catarina encerrou o primeiro semestre com retração de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025, desempenho abaixo da média nacional, que apresentou crescimento de 0,4%.
O resultado foi influenciado principalmente pelo fraco desempenho no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, houve recuperação, mas de forma desigual entre os setores e ainda insuficiente para neutralizar as perdas acumuladas no começo do ano. Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, o cenário exige atenção. “O primeiro semestre foi marcado por desafios e superações para a indústria de SC. Apesar de termos observado uma reação no segundo trimestre, a produção industrial segue em queda diante de um ambiente macroeconômico adverso”, avalia Seleme.
O segundo tarifaço norte-americano e o crédito caro no mercado interno pressionaram especialmente a fabricação de móveis, atividade que apresentou o maior recuo no período, de 16,7%. Também impactada pelas tarifas impostas às exportações destinadas aos Estados Unidos, a fabricação de produtos de madeira caiu 6,5%.
As restrições de crédito para a aquisição de bens de consumo duráveis também afetaram a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 12,8%. Na sequência, aparecem produtos de metal (-9,8%), máquinas e equipamentos (-4,6%) e materiais elétricos (-3,9%). “A queda em produtos de metal também reflete a contenção de investimentos em projetos industriais, infraestrutura e construção civil”, avalia o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt.
Setores diferenciados
Apesar do resultado negativo acumulado nos seis primeiros meses do ano, alguns setores da indústria catarinense caminharam na direção oposta. A fabricação de produtos de borracha e material plástico liderou o crescimento, com alta expressiva de 10,4%, seguida por produtos alimentícios (3%), minerais não metálicos (2,2%), metalurgia (1,9%) e produtos químicos (1,3%). “O avanço no segmento de borracha e plástico está associado ao movimento de antecipação da produção e recomposição de estoques em função das incertezas no mercado de petróleo e do conflito no Irã. Já o setor de alimentos manteve sua trajetória sustentada pela demanda interna e externa”, afirma o economista da Fiesc, Pablo Bittencourt.
Dados de junho
Os números de junho mostram uma melhora no ritmo da atividade. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção industrial catarinense avançou 1,9%. As maiores altas foram registradas nos segmentos de borracha e plástico, com crescimento de 15,4%, e alimentos, com 9,5%. Na outra ponta, as principais quedas ocorreram na fabricação de produtos de metal (-10,1%) e móveis (-9,3%). Na avaliação do economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, os números consolidados do semestre revelam um cenário mais adverso do que o projetado inicialmente pela entidade. Segundo ele, a retomada do crescimento foi prejudicada pelo ambiente macroeconômico doméstico, marcado por juros elevados e restrições ao crédito. A esse cenário somaram-se os efeitos do tarifaço norte-americano e do conflito no Oriente Médio.
Uczai

Ontem à noite, a assessoria do deputado federal Pedro Uczai, líder do PT na Câmara dos Deputados, informou que o motivo do mal-estar sofrido pelo parlamentar durante a reunião de líderes no Congresso foi um AVC isquêmico no cerebelo esquerdo. De acordo com a nota, o quadro não apresenta déficit motor nem cognitivo. Uczai permanece internado para observação clínica e realização de exames complementares, evoluindo de forma estável. Não há informação sobre previsão de alta.
Pautando SC
Hoje seria a vez do governador Jorginho Mello (PL) ser o entrevistado no Pautando SC. Porém, a comunicação de campanha não respondeu ao convite feito. Na sexta-feira, será a vez do candidato Gelson Merisio (PSB). Na próxima semana, os candidatos ao Senado serão os entrevistados. Foram convidados os seis melhores colocados nas pesquisas.
CPI em Bombinhas

A CPI do Esgoto de Bombinhas entra, amanhã, em uma de suas etapas mais importantes desde o início dos trabalhos. A comissão ouvirá os ex-prefeitos, a atual deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), e seu marido, Paulo Muller, o Paulinho. Os depoimentos ocorrem após três meses de investigação e são considerados fundamentais para o avanço das apurações conduzidas pela comissão, liderada pela vereadora Larissa Gobatto (UB). A empresa AEGEA, responsável pela concessão dos serviços de água e esgoto no município, está entre os principais focos da CPI. A expectativa é de que os depoimentos ajudem a esclarecer decisões tomadas durante as gestões dos ex-prefeitos e questões relacionadas ao cenário do saneamento em Bombinhas. Além de Larissa, integram a comissão os vereadores Átila de Oliveira (PL) e Leandro dos Santos (PSD).
Investigação fortalecida
As oitivas dos ex-prefeitos de Bombinhas, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), e Paulo Muller, o Paulinho, ganham ainda mais peso após uma vitória jurídica obtida pelos parlamentares que integram a CPI do Esgoto. A comissão conseguiu um mandado de segurança envolvendo a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), destravando o acesso a documentos considerados fundamentais para o avanço das investigações. Com esse novo conjunto de provas em mãos, a CPI chega aos depoimentos com mais elementos para confrontar informações e cobrar esclarecimentos dos ex-gestores sobre a concessão e a prestação dos serviços de água e esgoto no município. A expectativa é de que a documentação obtida junto à Aresc seja utilizada durante os questionamentos.
CPI em São José

A Câmara de São José votará hoje um projeto de resolução visando abrir a CPI da tarifa do lixo. A iniciativa é liderada pelo vereador Marcus de Andrade (PL). Procurado, o prefeito Orvino de Ávila (PSD) disse que não está preocupado com o pedido de abertura da CPI. Segundo ele, o contrato de concessão precisa ser fiscalizado permanentemente, tanto pelos vereadores como pela sociedade. “O contrato foi homologado pela Justiça em 2019. Defendo que a fiscalização seja feita com transparência e responsabilidade, garantindo a qualidade do serviço e o respeito ao dinheiro público”, afirmou. O presidente da Câmara, Matson Cé (PSD), tem o mesmo entendimento. Ele destaca que o Legislativo vai respeitar o Regimento Interno da Casa, conduzindo o processo com transparência e garantindo o cumprimento do papel de fiscalização do contrato.
Anuidade da OAB/SC

Com inovação, a OAB/SC conseguiu implementar um programa que permite aos profissionais inscritos na Ordem abater a anuidade e até zerar a taxa. Ontem, Dia da Advocacia, foi lançado o “App da Ordem”, plataforma em parceria com a CAASC que devolve cashback aos profissionais em compras feitas pelo aplicativo em mais de 25 mil estabelecimentos em todo o País. Os valores retornados são automaticamente descontados da próxima anuidade e podem zerar a taxa anual obrigatória. O app também indica 2,5 mil estabelecimentos que oferecem descontos para a advocacia no Estado.
Assédio nas escolas

O 25º caso registrado em atos oficiais da Secretaria de Estado da Educação em 2026 narra, na abertura de processo disciplinar, que um professor é acusado de “assediar e constranger alunos com interações inapropriadas por meio de redes sociais, além de pedidos de fotos, abraços e oferecimento de lanches”. O caso do servidor contratado como temporário não é uma novidade na rede estadual de ensino. Com esse, os casos de assédio sexual em escolas públicas estaduais já são maiores que os registrados em 2025: 25 processos contra professores assediadores.
Gastos públicos

O presidente da ACIF, Célio Bernardi, participou, em Brasília, ao lado do presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, do lançamento da plataforma Gasto Brasil. Criada pela CACB e pela ACSP, a ferramenta permite acompanhar despesas públicas em áreas como pessoal, Previdência, encargos e obras. As despesas públicas primárias em Santa Catarina chegaram a R$ 34 bilhões entre janeiro e julho deste ano, segundo a plataforma. O valor representa cerca de R$ 4,5 mil por habitante e corresponde a 24,3% dos R$ 139,7 bilhões gastos na região Sul. Para o presidente da ACIF, Célio Bernardi, a transparência permite à sociedade acompanhar a aplicação dos recursos e os resultados entregues à população.








