
Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre o patrimônio declarado pelos 589 candidatos de Santa Catarina em outubro de 2026 revela que entre os oito mais ricos estão três de Jaraguá do Sul, também conhecida como a Cidade dos Milionários, uma referência aos herdeiros da poderosa WEG. Sem nenhuma surpresa, o candidato com maior patrimônio é Antídio Lunelli (MDB), empresário do ramo têxtil e ex-prefeito. Ele declarou R$ mais de 613 milhões, bem distante do segundo colocado com R$ 137 milhões (uma empresária da Grande Florianópolis). O ranking foi publicado pelo portal NOVA de Jaraguá do Sul e coloca o coronel da reserva e ex-deputado Mocelin de Itajaí em terceiro com R$ 127.117 milhões.
Acionista da WEG e outro político
O quinto candidato em patrimônio é o jaraguaense Dalton Dalton Lueders, 50 anos, presidente (PP). Engenheiro e dono de uma empresa de automação industrial e consultoria, Dalton é filho de um ex-diretor da WEG, empresa que é acionista minoritário. Lueders declarou ter R$ 59.852 milhões. O oitavo da lista é Carlos Chiodini, 44 anos, que pertence a uma família proprietária de uma rede de postos de combustíveis e outros investimentos. Atual presidente estadual do MDB, o candidato a vice-governador declarou patrimônio de R$ 26.711 milhões. Chiodini está na vida pública desde 2008, quando assumiu (interinamente) como suplente na Assembleia Legislativa aos 26 anos.
Surpresa
Em Joinville, o candidato com maior patrimônio é o ex-prefeito Adriano Silva, sócio da holding familiar que é proprietária de um dos maiores laboratórios do Estado. Seu patrimônio declarado é de R$ 22.156 milhões. Na relação do TSE uma surpresa: o petista Francisco de Assis declarou patrimônio de R$ 2.583 milhões, superior ao do ex-deputado federal Darci de Matos (Republicano), político desde 2002, que declarou patrimônio de R$ 2.575 milhões.

O caso Nelsão
Ele é mais conhecido que muitos coronéis com quem foi subordinado. Subtenente Nelson já fez curso na Swat nos Estados Unidos, recebeu a Medalha Barriga Verde (Uma das mais importantes da PMSC), Medalha de Mérito Policial e em 2023 outra medalha por sua defesa da população negra. Na última quinta-feira, Joinville tomou conhecimento que seu mais famoso policial militar estava preso há dois meses no 8º BPM por ter sido condenado pela Justiça.

Tentou agredir o pai a paulada
Em 2020, Nelsão foi chamado para atender uma ocorrência de ameaça às 22h59min no Bairro Glória. Ao ver a viatura da PM, o suspeito fugiu em alta velocidade. Segundo depoimento dele durante a audiência, seu carro passou por vários sinais vermelhos e duas barreiras policiais, sempre perseguido pela PM com giroflex ligado “Eu parei porque tive os três pneus furados, senão teria continuado”, disse ele. Quem disparou contra o veículo foi o subtenente Nelson. A perseguição foi por 17 km no perímetro urbano. A ocorrência começou quando o acusado foi visitar seu pai. “Ele me jogou pedras. Eu fui em casa buscar um pedaço de pau. Aí os vizinhos chamaram a polícia…”. Ele confessou que, se eles estivessem na sua frente, teria atropelado.
Condenado por evitar uma tragédia
O advogado Rodrigo Pimenta argumentou que os tiros foram para evitar uma tragédia. Segundo ele, o fugitivo estava embriagado e em alta velocidade e não obedecia a ordem de parar. “Poderia ter acontecido uma tragédia. Ele passou mais de 10 sinais vermelhos (roleta russa) em alta velocidade nos 17 km. A única forma de pará-lo foi atirar nos pneus”, acrescentou. Segundo uma fonte da coluna, Nelson estava há dois meses em prisão semi aberta nas dependências do 8º BPM de Joinville. Ontem (14) passou para prisão domiciliar.
Família de policiais
Durante entrevista ao colunista na TVBE, em 2023, Nelson revelou que seu avô e pai eram policiais militares. “Minha mãe só não foi porque não existia polícia feminina. Quando entrei (na PM) em 1984, só exigiam a 4ª. Série, saber nadar e andar a cavalo”, disse.
Retratação
O deputado estadual Sargento Lima (PL) publicou na última quinta-feira uma nota de retratação sobre uma manifestação em junho de 2025. Conforme compromisso assumido com o Ministério Público, ele admite ter se referido de forma discriminatória as etnias Kaingang e Guarani do Oeste Catarinense.
– Reconheço que os termos utilizados foram inadequados e incompatíveis com o respeito devido à dignidade e à diversidade étnica e cultural dos povos indígenas, valores assegurados pelo artigo 231 da Constituição Federal.

Lojista condenada por assassinato de concorrente
Como fazia semanalmente, em 24 de julho de 2019 a lojista Cátia Regina da Silva, 46 anos, desceu do ônibus em Joinville e se dirigiu a São Francisco do Sul com seu carro branco com a mercadoria comprada em São Paulo. Ela não chegou em casa naquela madrugada. No dia seguinte, seu carro foi encontrado incendiado e seu corpo abandonado em um local no interior de Araquari com algemas e capuz.
Marido também foi condenado
A investigação demorou, mas concluiu que a mandante da morte foi Magali dos Santos, também dona de uma loja de roupas femininas bem próxima. A Polícia encontrou parte da mercadoria da vítima em sua loja. Seu marido Fabrício Woche foi condenado pelo disparo fatal e Magali foi absolvida pelo Júri em 2024. O Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça anulou o julgamento, marcando outro.
Sete anos depois
Na última quinta-feira (13), na Comarca de Araquari, onde o crime foi cometido, os jurados condenaram Magali dos Santos a mais de 16 anos de prisão por ter sido a mandante do assassinato. Dias antes do julgamento, ela fez uma postagem sorridente em sua página no Facebook anunciando a venda de sua loja em Guaramirim. Outros planos, justificou.

