Tecnologia ajuda laboratório da Univali a ampliar em 175% o número de exames


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Redação Santa Catarina em Pauta

Laboratório passou de 20 mil para 55 mil exames mensais em seis anos / Divulgação

O Laboratório de Análises Clínicas da Universidade do Vale do Itajaí (LEAC-Univali), em Itajaí, registrou crescimento de 175% no número de exames processados nos últimos seis anos, passando de cerca de 20 mil para 55 mil procedimentos mensais. Para acompanhar o aumento da demanda, a instituição adotou um sistema integrado de gestão que conecta postos de coleta, unidades e equipamentos de análises clínicas, permitindo o acompanhamento do fluxo dos exames em tempo real.

Cerca de 75% dos atendimentos do laboratório são destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a expansão da operação, foram abertos 10 postos de coleta, que atendem moradores de Itajaí, Balneário Camboriú, Piçarras, Itapema e outros municípios do Vale do Itajaí. Durante a pandemia, o LEAC chegou a processar aproximadamente 70 mil exames em um único mês, segundo informações da empresa responsável pela tecnologia utilizada na unidade.

O sistema utilizado integra os equipamentos de análises clínicas à plataforma de gestão, permitindo que as solicitações sejam encaminhadas diretamente aos aparelhos e os resultados retornem ao sistema sem a necessidade de digitação manual. “Tecnologias como um Sistema de Informação Laboratorial integrado aos equipamentos laboratoriais não substituem os profissionais, mas automatizam tarefas repetitivas, reduzem a possibilidade de erro humano e garantem que todo o percurso da amostra seja registrado e rastreável”, afirmou Iomani Engelmann, co-CEO da Pixeon, empresa responsável pela plataforma.

Além da ampliação da capacidade de processamento, o crescimento do laboratório permitiu a expansão dos serviços, incluindo o atendimento a emergências do SUS e o desenvolvimento de um kit diagnóstico que pretende reduzir de 30 dias para poucas horas o tempo de identificação de uma doença endêmica da cidade. “O crescimento do laboratório trouxe um grande desafio de gestão, principalmente em relação à integração e à rastreabilidade dos processos. A tecnologia da Pixeon foi fundamental para acompanhar essa expansão”, afirmou Fernando Cordeiro, químico e coordenador do Laboratório Escola da Univali.

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