
O governador Jorginho Mello (PL) mantém a liderança, segundo pesquisa Neokemp realizada nos dias 24 e 25 de agosto. Ele aparece com 51,6% das intenções de voto, seguido por João Rodrigues (PSD), com 22,4%, e Gelson Merísio (PSB), que chega a 12,3%.
Na sequência, aparecem Marcelo Brigadeiro (Missão), com 1,4%; Ralf Zimmer (PRD), com 0,8%; Laís Chaud (UP), com 0,3%; e Bruno Pedreiro (PCO), com 0,2%. Professor Marcus Sodré (PSTU) não pontuou. Outros 8,4% não sabem em quem votar, enquanto 2,6% declararam voto branco ou nulo.
Os números reforçam um cenário que começa a ficar mais claro na corrida pelo Governo do Estado. Jorginho cristalizou um patamar acima dos 50% das intenções de voto, mantendo um cenário de vitória do liberal ainda no primeiro turno. Quando são considerados apenas os votos válidos — retirando do cálculo os 8,4% de indecisos e os 2,6% de brancos e nulos —, Jorginho chega a aproximadamente 58%.
João Rodrigues fica com cerca de 25,2% dos votos válidos, enquanto Gelson Merísio alcança 13,8%. Marcelo Brigadeiro fica com aproximadamente 1,6%; Ralf Zimmer, 0,9%; Laís Chaud, 0,3%; e Bruno Pedreiro, 0,2%.
Nesse cenário, Jorginho abre uma diferença de aproximadamente 32,8 pontos percentuais sobre Rodrigues, segundo colocado.
Rodrigues em segundo
João Rodrigues tinha 20,3% em julho e agora alcança 22,4%. Considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais, os atuais 22,4% podem oscilar entre 19,3% e 25,5%. O pessedista se mantém, portanto, na segunda colocação, mas ainda está a uma distância significativa do governador. A diferença entre os dois no resultado direto da pesquisa é de 29,2 pontos percentuais.
Merísio consistente
Gelson Merísio é quem apresenta a movimentação proporcionalmente mais significativa entre os três primeiros colocados. Ele começou a série com 7,8% e agora chega a 12,3%. O salto representa um crescimento de 4,1 pontos percentuais em relação ao levantamento de julho.
O novo percentual coloca Merísio em um patamar mais consistente de intenção de voto e já permite perceber uma maior adesão do eleitorado de esquerda à sua candidatura.
Rejeição
Gelson Merísio aparece com a maior rejeição: 35,5%. Jorginho Mello vem em seguida, com 27,9%, enquanto João Rodrigues tem 7,6%.
Uma leitura importante: a rejeição pode ser considerada mais relacionada ao campo ideológico do que ao próprio Merísio. Em Santa Catarina, devido à polarização, tem sido comum candidatos de esquerda apresentarem índices mais elevados de rejeição nas pesquisas. Jorginho apresenta uma rejeição relacionada ao cargo que ocupa, enquanto a baixa rejeição a Rodrigues pode ter sido motivada pelo fato de ele ainda ser pouco conhecido em algumas regiões do estado.
Na sequência, aparecem Marcelo Brigadeiro, com 3,6%; Bruno Pedreiro, com 3,4%; Ralf Zimmer, com 3,2%; Professor Marcus Sodré, com 2,7%; e Laís Chaud, com 1,1%. Outros 5,6% rejeitam todos os candidatos, enquanto 9,5% dizem não rejeitar nenhum.
Aprovação de Jorginho
Além da liderança eleitoral, Jorginho Mello (PL) apresenta um índice elevado de aprovação de sua administração. Segundo a Neokemp, 65,5% dos entrevistados aprovam a maneira como o governador administra Santa Catarina. A desaprovação é de 29,2%, enquanto 5,4% não souberam responder. Entre os homens, a aprovação chega a 70,9%, enquanto, entre as mulheres, fica em 60%.
Por idade, o melhor resultado aparece entre os catarinenses de 35 a 44 anos, com 72,5% de aprovação. Entre 45 e 59 anos, são 68,3%. Na faixa dos 16 aos 24 anos, 63,8% aprovam; entre 25 e 34 anos, 62,6%; e, entre os eleitores com 60 anos ou mais, a aprovação é de 59,3%.
Os números ajudam a explicar a estabilidade eleitoral do governador. Jorginho combina uma aprovação superior a 65% com uma intenção de voto que permanece acima dos 50% desde o início da série apresentada pela Neokemp.
A pesquisa ouviu 1.008 eleitores de 104 municípios catarinenses nos dias 24 e 25 de agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SC-08694/2026 para os cargos de governador e senador.








