
O X passou a excluir do campo “Para Você” as contas oficiais de candidatos e as publicações feitas por esses perfis quando o usuário não os segue. A medida entrou em vigor em 14 de agosto e faz parte do plano de conformidade apresentado pela plataforma e pelo Grok ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições 2026. O filtro, denominado Brazil2026ElectionFilter, também foi incorporado ao código aberto do algoritmo.
No documento encaminhado ao TSE, a plataforma identifica pelo menos 12 riscos relacionados ao processo eleitoral, entre eles a circulação de informações enganosas, tentativas de impedir a participação de eleitores, violência política de gênero e uso de identidades falsas. O plano prevê prioridade para ocorrências consideradas mais graves durante os fins de semana do primeiro e do segundo turno, que poderão ser comunicadas por usuários, candidaturas, decisões judiciais ou pelo Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).
Entre as medidas previstas estão a aplicação da Política de Integridade Cívica para conteúdos falsos ou equivocados sobre votação e a adoção de regras contra contas falsas, automação não autorizada e atividades coordenadas que possam ampliar artificialmente determinadas mensagens. O X também informa que manterá a proibição de anúncios políticos e de campanha eleitoral no Brasil, incluindo publicidade relacionada a candidatos, partidos e pedidos de votos ou apoio financeiro.
A plataforma também afirma que continuará proibindo o uso de ferramentas externas para disparos em massa de propaganda eleitoral e ações automatizadas destinadas a manipular o debate público. Para os anúncios permitidos na plataforma, o X Ads prevê critérios como verificação de contas e identificação de informações relacionadas à publicidade. O plano ainda estabelece medidas envolvendo o Grok, incluindo restrições à criação ou promoção de determinados conteúdos audiovisuais sintéticos.
Durante o período eleitoral, o X manterá canais específicos para o recebimento de ordens judiciais, denúncias de usuários e comunicações de candidatos, partidos, federações e coligações. As denúncias serão encaminhadas às equipes responsáveis pela moderação, enquanto casos considerados mais sensíveis poderão receber análise jurídica específica, conforme a prioridade e a natureza da ocorrência.
As medidas fazem parte das exigências estabelecidas pela Justiça Eleitoral para as plataformas digitais durante as eleições. O plano apresentado pelo X poderá ser atualizado caso ocorram mudanças nos riscos identificados ou nas funcionalidades da plataforma que tenham impacto sobre as ações previstas.
O X deverá encaminhar ao TSE, até dezembro deste ano, um relatório consolidado sobre a implementação do plano de conformidade. O documento também prevê mecanismos de monitoramento e resposta durante o período eleitoral, com o objetivo de reduzir riscos relacionados à desinformação, à manipulação de conteúdos e ao uso de contas falsas na plataforma.
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