
Municípios catarinenses com menos de 20 mil habitantes estão recebendo recursos estaduais para ampliar o atendimento a pessoas vítimas de violência, abandono e outras violações de direitos. A iniciativa, que conta com investimento de R$ 20 milhões, já chegou a 144 cidades e busca suprir a falta de Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) nesses locais.
A estratégia prevê o financiamento de equipes de Proteção Social Especial, formadas por profissionais como psicólogos e assistentes sociais. Os atendimentos podem ocorrer nas unidades públicas ou nas residências das famílias, conforme a necessidade de cada caso.
Pelas regras da assistência social, os Creas são previstos para municípios com mais de 20 mil habitantes. Em Santa Catarina, 162 cidades estão abaixo desse patamar populacional, mas também precisam atender pessoas que tiveram seus direitos violados.
Em Imaruí, no Sul do estado, o reforço financeiro permitiu ampliar a equipe responsável pelo acompanhamento dessas situações. Com aproximadamente 12 mil habitantes, o município passou a contar com uma profissional adicional, que atua três vezes por semana no atendimento às famílias.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Ludmilla Clezar, a contratação ajudou a reduzir a sobrecarga dos profissionais e a ampliar o suporte às mulheres vítimas de violência, especialmente no cumprimento de medidas protetivas.
A demanda chega à equipe por meio de encaminhamentos de órgãos como unidades de saúde, Polícia Civil e Conselho Tutelar. A partir dessas notificações, os profissionais realizam visitas domiciliares e atendimentos presenciais na Secretaria de Assistência Social.
A psicóloga Fairuz Outemane afirma que a equipe enfrentava dificuldades para atender todos os casos. Com o reforço, o município ganhou capacidade para acompanhar as famílias e oferecer suporte mais adequado às situações de vulnerabilidade.
A ampliação do atendimento também beneficia o trabalho de média complexidade da assistência social, responsável por acompanhar pessoas e famílias que enfrentam violações de direitos e precisam de acompanhamento especializado.
O financiamento é realizado pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família. Para receber os recursos, os municípios precisam contratar os profissionais e informar a secretaria estadual.
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