Camilo Martins já tem os apoios para presidir a Alesc; os bastidores da definição; PSOL supera a cláusula de barreira — e outros destaques


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Marcelo Lula

Acordo com Campagnolo deu a Camilo o apoio total das futuras bancadas da base — Imagem: Divulgação

O clima foi de descontração ontem à noite, no jantar promovido pelo governador Jorginho Mello (PL) aos 16 deputados estaduais eleitos pelo Partido Liberal para a próxima legislatura. Também participaram o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, um dos principais articuladores do governo no Parlamento, e o chefe da Casa Civil, Henrique Junqueira.

No cardápio do encontro, a presidência da Assembleia Legislativa foi o prato principal. Os deputados já foram fechados com a proposta desenhada pelo deputado Camilo Martins e pela deputada Ana Caroline Campagnolo. Conforme divulguei ontem, a futura bancada fechou com o que foi proposto ainda de manhã, em reunião no gabinete do deputado reeleito Marcius Machado.

Segundo uma fonte, o acordo está batido. Camilo presidirá em 2027 até junho de 2028. Depois, renunciará ao comando, provavelmente para disputar a Prefeitura de Palhoça. Ana Campagnolo concluirá a presidência. Para os dois últimos anos, a conversa seguirá sendo feita. Um nome que seguirá no cenário é o de Fernando Krelling (MDB), que poderá ser o vice de Camilo agora, para depois ser alçado a uma presidência.

Quanto a Campagnolo, o comando da Escola do Legislativo será dela. As comissões não entraram na pauta, mas o encaminhamento deve ser o que adiantei: Finanças com Maurício Peixer (PL) e Pepê Collaço (Progressistas) na CCJ.

Demais partidos

Com as futuras bancadas do Republicanos e do Podemos, a conta já está fechada. Foi isso que deu robustez à proposta apresentada por Camilo Martins (PL) e Ana Campagnolo (PL) ao governador Jorginho Mello (PL), já que chegaram a 21 votos. Mesmo assim, o governador pediu que todas as demais bancadas sejam ouvidas, para que a construção seja harmônica. A conversa será primeiro com os partidos que apoiaram o governador, depois com os demais.

Reaproximação?

Guilherme e Ana chegaram a um armistício em prol da união da bancada

O deputado estadual eleito Guilherme Colombo (PL) enviou ontem uma foto dele ao lado da deputada Ana Caroline Campagnolo (PL). A imagem foi enviada após eu divulgar a informação sobre o jantar na Casa d’Agronômica e relatar que Colombo seria contra uma composição com Campagnolo na presidência da Alesc. Pelo que apurei, segue cada um de um lado, porém com uma relação mais respeitosa em nome da união da bancada do PL.

Esquerda

Há alguns dias, escrevi que deputados estaduais da esquerda vão aguardar para saber quais serão os seus espaços, tanto na Mesa Diretora quanto nas comissões. Senti que há uma disposição para uma construção. Mesmo assim, um recado foi dado: a relação no Parlamento dependerá da forma como forem tratados. Não sendo excluídos, a tendência é de harmonia.

Recepção na Alesc

Deputados eleitos foram recebidos para um café da manhã na presidência — Imagem: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), recebeu os deputados estaduais eleitos. Eles receberam um material que incluiu o Regimento Interno e, durante um café da manhã na presidência, conversaram com Garcia e com o diretor Carlos Eduardo Mamute. “É fundamental que tenhamos um Parlamento pautado pela harmonia, pelo diálogo e pelo respeito às diferenças. Cada deputado tem suas ideias, suas prioridades e a responsabilidade de representar os catarinenses. O importante é que possamos trabalhar com equilíbrio, respeitando as diferentes posições e defendendo as pautas que tragam benefícios para Santa Catarina e para a sua população”, afirmou Garcia, que no próximo ano estará na Câmara dos Deputados.

Barreira superada

Ministro Kassio Nunes acolheu o pleito da federação PSOL/Rede sobre a cláusula de barreira — Imagem: TSE

O TSE reconheceu, por unanimidade, que a federação PSOL/Rede superou a cláusula de barreira nas eleições. Relator do caso, o ministro Kassio Nunes Marques acolheu o arredondamento da votação no Espírito Santo, de aproximadamente 1,49% para 1,5%. Com isso, a federação completou as nove unidades da Federação exigidas e preservou o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão.

O peso da distribuição

Segundo os dados divulgados pela federação, PSOL e Rede somaram mais de 5,5 milhões de votos e elegeram 15 deputados federais. A votação nacional superou a de Novo, PSDB/Cidadania e PSB, que atingiram a cláusula. O entrave estava na distribuição territorial dos votos. Resolvida a questão no Espírito Santo, a federação comemorou uma decisão que assegura recursos e espaço de comunicação para sua atuação política. O vereador de Florianópolis Afrânio Boppré me disse que foi feita justiça com os partidos federados.

Estarei no Legislativo Experience

Hoje participarei do Legislativo Experience Santa Catarina, promovido pelo Ceap Brasil, em Florianópolis. Ao lado do jornalista Upiara Boschi, estarei no debate “O Mandato Depois das Urnas”, às 14h, para analisar os reflexos das eleições de 2026 nos estados, municípios e na atuação dos parlamentares. O encontro reúne vereadores, servidores e especialistas e segue até sexta-feira (30), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, fará a palestra de encerramento. A programação também celebra os 15 anos do Ceap Brasil, fundado e comandado por Paulo Severo, com uma confraternização hoje, às 18h. Vale destacar a importância do Ceap na formação de políticos capacitados e conscientes, além de todo o trabalho técnico prestado aos poderes públicos. A programação completa você acompanha na matéria divulgada hoje pela nossa redação.

Jorginho na liderança do PL

Naatz defende que Jorginho coordene a direita nacional — Imagem: Alesc

Ao analisar o resultado das eleições presidenciais, o deputado estadual Ivan Naatz (PL) avaliou que a derrota do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, para o presidente Lula (PT) exige uma revisão das estratégias adotadas pela direita, com menos foco em disputas individuais e maior atenção à organização política, à definição de pautas e à construção de uma liderança capaz de representar o grupo em nível nacional. Nesse sentido, Naatz defende que o governador Jorginho Mello (PL) pode ser um nome com potencial para ampliar e coordenar a atuação do PL e da direita no cenário nacional pela capacidade de liderança que demonstrou durante o processo eleitoral.