
Santa Catarina ampliou de 13 para 27 o número de municípios contemplados por convênios para implantação do Sistema Antigranizo. A tecnologia, utilizada para reduzir os danos provocados por tempestades de granizo nas lavouras, conta com R$ 17,6 milhões em recursos autorizados pelo Governo do Estado. Outros dez municípios já manifestaram interesse em aderir à iniciativa.
O sistema possui 228 geradores autorizados, entre equipamentos em funcionamento e unidades em fase de instalação. Atualmente, está em operação em 17 municípios catarinenses, enquanto outros dez estão em processo de implantação. A expansão representa um crescimento de 107,7% no número de municípios contemplados em relação a 2025.
A tecnologia está presente principalmente em regiões com produção de frutas, maçã, uva e cebola, como Ituporanga, Videira, Fraiburgo e São Joaquim. O programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio de convênios com as prefeituras, responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos.
Entre os municípios onde o sistema já está em funcionamento estão Caçador, Calmon, Fraiburgo, Lebon Régis, Macieira, Matos Costa, Pinheiro Preto, Rio das Antas, Tangará, Timbó Grande, Videira, Arroio Trinta, Ibiam, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia e Iomerê.
Já a implantação está em andamento em São Joaquim, Ituporanga, Petrolândia, Vidal Ramos, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Joaçaba, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco e Urubici.
Como funciona a tecnologia
O Sistema Antigranizo utiliza informações de radares meteorológicos para identificar nuvens com condições favoráveis à formação de granizo. A partir desse monitoramento, geradores instalados no solo queimam iodeto de prata e lançam o composto na atmosfera.
Cada equipamento tem um raio de cobertura aproximado de cinco quilômetros. Segundo os responsáveis pela operação, a substância atua no processo de formação do gelo nas nuvens, favorecendo a formação de pedras menores, que podem se desintegrar antes de chegar ao solo ou provocar danos menos intensos.
O meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, explica que o objetivo é reduzir o tamanho das pedras de gelo e, consequentemente, os prejuízos nas áreas agrícolas.
Proteção da produção
O sistema começou a ser utilizado em Santa Catarina para proteger principalmente as plantações de maçã, a partir de uma mobilização dos próprios produtores. Com o tempo, a tecnologia foi ampliada para outras regiões e culturas, incluindo a produção de tomate em Caçador.
O gerente comercial de uma empresa de frutas e boxista da Ceasa-SC, Ricardo Camilo, afirma que a proteção contra o granizo contribui para preservar a qualidade dos produtos e reduzir perdas na cadeia de comercialização.
Segundo ele, frutas atingidas pelas pedras de gelo podem sofrer danos que comprometem sua aparência e valor de mercado. A prevenção, portanto, beneficia tanto os agricultores quanto os comerciantes e consumidores.
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do Santa Catarina em Pauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t







