Vereadores Belezinha e Bruna Uncini foram destaques em votação de requerimento


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Jean Carlo Lima

De autoria do vereador Aldori de Freitas (Freitinhas), do MDB, o Requerimento nº 024/2026, que convocava o secretário de Obras e Infraestrutura para prestar esclarecimentos sobre um volume considerável de obras paralisadas, especialmente de pavimentação asfáltica de ruas, foi rejeitado. No entanto, algumas falas durante a discussão do requerimento foram reveladoras. Entenda:

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Belezinha

O vereador Agessander Belezinha (Cidadania) ocupou a tribuna para revelar que Freitinhas tirou as pessoas de casa já sabendo que o requerimento seria rejeitado e finalizou dizendo que o colega faltou com respeito aos vereadores. Isso, no entanto, pressupõe que os vereadores que rejeitaram o pedido já estavam dispostos a seguir a determinação da prefeita, mesmo diante da pressão popular.

— Nota à margem: nessa vida, cobrindo política, eu já vi muita coisa, mas vivi para ver a maioria dos vereadores de Lages, sem independência, classificar um requerimento como “desrespeitoso aos colegas” — apavorados, com medo de uma eventual exposição de suas fraquezas.

É preciso dizer que esse requerimento é fruto justamente da falta de respeito do secretário de Obras com alguns vereadores. Uns ele recebe; outros, ele xinga. Esse tipo de distinção deveria ser tratado como desrespeito à instituição Câmara de Vereadores. Para piorar, quando um vereador se coloca à disposição para intermediar reuniões com secretários em nome de outros colegas, está assumindo que falta de respeito foi institucionalizada. E, ao se sentir confortável nesse papel, colocando-se acima de quem goza das mesmas prerrogativas, acaba multiplicando esse desrespeito.

Bruna Uncini

A vereadora afirmou que a manifestação da população, convocada pelo vereador Freitinhas, não passou de uma politicagem para colocar as pessoas contra os vereadores. Na tentativa de deslegitimar a iniciativa, a vereadora conseguiu evoluir da hipocrisia para uma conduta antiética ao afirmar, da tribuna da Câmara, que se colocava à disposição para resolver uma demanda trazida por outro colega, explicando que quem quisesse esclarecimentos bastava procurar seu gabinete. Justamente ela, que votou contra o requerimento cujo objetivo era buscar esses esclarecimentos.

Foi além. Disse que o verdadeiro interesse de Freitinhas era obter a cobertura da imprensa local para ganhar divulgação. A vereadora sabe muito bem que parte da imprensa local trocou a independência editorial por mil reais, uma cesta básica e alguns caraminguás da Câmara, passando a atender apenas ao apito de cachorro que vem da prefeitura. Contudo, o que seria uma divulgação gratuita perto de uma imoralidade financiada com dinheiro público?

Aqui, eu só queria entender uma coisa: o que tem o secretário Cléber Arruda para merecer todo esse desgaste? Está aí algo que não cabe em um requerimento.