
O Programa Cresça Melhor, implantado na gestão anterior, segundo relatos encaminhados à coluna, não estaria recebendo a devida atenção da atual administração da prefeita Carmen Zanotto. Entre as principais queixas está o fechamento da sala de vacinação do programa, que, conforme os relatos, teria ocorrido por falta de profissional para atuar como vacinadora.
O equipamento público oferece atendimento integrado com pediatria, psicologia e odontologia, além da realização do teste do pezinho. A concentração desses serviços em um único local facilita o atendimento às famílias, especialmente às mães que precisam encaminhar os filhos para diferentes procedimentos.
Era comum, por exemplo, que o pediatra identificasse, durante a consulta, alguma pendência no calendário vacinal da criança e, como havia uma sala de vacinação no próprio local, o encaminhamento para a regularização pudesse ser feito imediatamente.
No entanto, conforme os relatos, a decisão de fechar a sala de vacinação teria ocorrido de forma abrupta. Os servidores teriam sido informados de que o serviço seria desativado e de que a servidora responsável pela vacinação seria transferida para a Vigilância Epidemiológica, sob a justificativa de falta de profissionais.
Profissionais que procuraram a coluna relataram que a sala de vacinação atendia entre 900 e 1.000 crianças por mês. Para eles, apesar da demanda, a manutenção do serviço poderia ser viabilizada com a contratação ou disponibilização de uma única profissional.
Fórmula infantil também está em falta
Além do fechamento da sala de vacinação, mães procuraram a coluna para relatar o desabastecimento de uma fórmula infantil especial destinada a crianças com alergia à proteína do leite de vaca.
Segundo os relatos, o produto estaria em falta há cerca de um mês. As mães afirmam que, ao procurarem a Secretaria Municipal da Saúde, foram informadas de que não haveria previsão para a normalização do fornecimento.
A situação preocupa as famílias que dependem da fórmula, por se tratar de um alimento específico para crianças que não podem consumir fórmulas convencionais.
A coluna procurou a Prefeitura de Lages para confirmar os relatos e obter esclarecimentos sobre o fechamento da sala de vacinação, a transferência da servidora e a falta da fórmula infantil. Até o fechamento desta matéria, não havia recebido retorno.
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Lages, da prefeita Carmen Zanotto e de seu secretariado.

