
A democracia não se resume ao ato de votar. Ela também depende da qualidade do debate que antecede a escolha do eleitor e da disposição dos candidatos para defender suas ideias, responder a críticas e enfrentar o contraditório.
Nesse sentido, merece destaque a postura de Tarcísio de Freitas ao participar diretamente dos debates e se colocar diante dos adversários para defender suas posições e sua gestão. Quem ocupa uma função pública e pretende continuar exercendo protagonismo político precisa estar disposto a responder pessoalmente por suas escolhas, sem recorrer a intermediários para enfrentar os questionamentos mais difíceis.
Em um ambiente eleitoral no qual muitas vezes aparecem verdadeiras “linhas auxiliares”, utilizadas para concentrar ataques nos adversários e preservar determinadas candidaturas do desgaste do confronto, a participação direta nos debates demonstra respeito ao eleitor.
O uso de “linhas auxiliares” em debates eleitorais é uma prática que empobrece a democracia e desrespeita o eleitor. Em vez de o candidato principal assumir pessoalmente o confronto, responder pelas próprias escolhas e enfrentar as críticas de seus adversários, transfere-se a terceiros a tarefa de atacar, provocar e produzir desgaste político. O resultado é uma distorção do próprio sentido do debate: quem deveria prestar contas se preserva, enquanto candidatos secundários passam a funcionar como instrumentos de confronto.
Democracia exige coragem para estar presente, responder diretamente e sustentar as próprias posições – não se esconder atrás de linhas auxiliares para fazer o trabalho sujo da disputa eleitoral.
É no debate que o cidadão pode avaliar não apenas propostas, mas também preparo, firmeza, capacidade de argumentação e disposição para responder às críticas. Quem comparece assume o ônus e o bônus de sua trajetória política e permite que o eleitor faça sua própria avaliação.
A política democrática exige justamente isso: confronto de ideias, responsabilidade e transparência. Quem pretende governar ou continuar governando deve estar presente, olhando seus adversários e, principalmente, o eleitor de frente.
