Executivo de Comunicação da prefeitura de Lages pode deixar o cargo em meio a apurações


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Jean Carlo Lima

Segundo informações obtidas pela coluna com pessoas próximas à prefeita Carmen Zanotto, o executivo de Comunicação, Diogo Schmitz, pode pedir exoneração do cargo após as eleições. Entre os motivos apontados pelas fontes estaria o desgaste provocado por denúncias que alcançaram a área da Comunicação e passaram a ser objeto de apuração pelos órgãos de controle.

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Uma delas tramita no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e apura, em caráter preliminar, questões relacionadas a uma empresa prestadora de serviços de comunicação.

A notícia de fato busca esclarecer o tipo de contratação celebrada com a DA ROSA Filmes para a captação de imagens durante a Festa Nacional do Pinhão deste ano. Documentos oficiais analisados pela coluna indicam que a empresa teria sido contratada pela Agência TIG para executar os serviços. A agência, por sua vez, mantém contrato com a Prefeitura de Lages.

A documentação apresenta indícios de que essa contratação teria ocorrido sem o devido registro de preço. O procedimento, em tese, seria exigido pelo contrato firmado entre a Prefeitura e a TIG nos casos de subcontratação de empresas para a execução de serviços distintos daqueles previstos no objeto contratual.

Chama a atenção, ainda, a relação anterior entre Diogo Schmitz e o proprietário da DA ROSA Filmes. Segundo informação divulgada pelo então candidato a deputado federal pelo partido Missão, Pablo Henrique Tessari, ambos teriam trabalhado juntos na campanha de Carmen Zanotto à Prefeitura de Lages.

A pasta também é alvo de outras apuração

A contratação da DA ROSA Filmes não é a única questão envolvendo a área da Comunicação que está sob análise dos órgãos de controle. Outra apuração, que tramita no MPSC e no Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), questiona a legalidade de 13 cargos de assessor de Comunicação da estrutura administrativa municipal.

Segundo a denúncia, em tese, os cargos seriam inconstitucionais e seus ocupantes estariam exercendo funções incompatíveis com a natureza das respectivas nomeações.

No TCE/SC, o caso está sob a relatoria da conselheira substituta Sabrina Nunes Iocken. Ao determinar o prosseguimento da apuração, a relatora destacou que a questão não deve ser analisada de forma isolada, uma vez que guarda relação com o RLA de 2025, também de sua relatoria. Os elementos apresentados levantam a possibilidade de repetição de irregularidades semelhantes às anteriormente identificadas.

Apesar das informações obtidas pela coluna, até o momento não há confirmação oficial de que Schmitz tenha apresentado pedido de exoneração nem de que uma eventual saída esteja diretamente relacionada às denúncias.

A coluna procurou a Prefeitura de Lages para obter esclarecimentos, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura e dos demais citados.