
A visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi transferida para o próximo dia 19. A questão é que a nova data poderá juntar, na mesma cidade, o líder petista com o seu maior opositor, o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Lula tinha agenda prevista para este próximo domingo (13). Porém, a possibilidade de mau tempo e também outras agendas provocaram uma mudança de data. Há uma informação de que a crise no Supremo Tribunal Federal também teria provocado o adiamento, porém, fontes consultadas não confirmaram.
Ontem de manhã, Lula ligou para o candidato ao Senado, Décio Lima (PT), solicitando a mudança de data. Após Lima conversar com o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), ficou acertado o dia 19, o que atende a uma vontade do pessebista, que prefere a vinda do presidente num prazo mais próximo da eleição. O local também ficou definido: a praça localizada em frente à Assembleia Legislativa, mesmo local em que Lula esteve na eleição de 2022.
Quanto à vinda de Flávio Bolsonaro, ainda não há uma definição. Uma fonte relatou que estavam previstas duas visitas, uma no próximo dia 19 e outra no dia 25, porém, a segunda data já teria sido cancelada. Até sexta, será batido o martelo sobre a vinda e a definição se o ato será mesmo em Florianópolis ou Joinville.
O fato é que a vinda dos dois principais candidatos à Presidência, numa mesma data e, provavelmente, na mesma cidade, tende a aumentar ainda mais o clima de polarização aqui no estado, o que é visto com bons olhos pelas campanhas do governador Jorginho Mello (PL) e de Gelson Merisio.
Presídio

O candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), propôs a criação de um presídio de segurança máxima destinado à exclusão de criminosos ligados a facções. Ele também destacou a urgência de realizar novos concursos para aumentar o efetivo e promover a valorização das carreiras das polícias Civil e Militar. “Vamos transformar todas as unidades prisionais do Estado em penitenciárias industriais. Quem for condenado vai trabalhar diariamente”, defendeu Rodrigues, que propôs ainda um programa de remuneração visando à reinserção dos detentos na sociedade após o cumprimento da pena.
Pautas do Oeste

Ontem, durante entrevista à Rádio Condá, em Chapecó, o candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), destacou necessidades históricas da região, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, segurança pública e atendimento social. Na infraestrutura, apontou a BR-282 como um dos principais gargalos. Segundo o candidato, a duplicação da rodovia é a única solução. Na saúde, Merisio detalhou duas medidas que pretende adotar caso seja eleito. A primeira, de caráter emergencial, seria a compra de vagas ociosas na rede privada para reduzir a espera por consultas, exames, especialidades e cirurgias. A segunda, de longo prazo, é a construção de 16 centros de saúde, proposta apresentada durante a campanha para ampliar a oferta de atendimento especializado e aproximar os serviços da população.
Compromisso

Ontem, o governador Jorginho Mello (PL) seguiu a sua agenda de campanha em Jaraguá do Sul. Ele participou de uma sabatina promovida pelo setor empresarial, para quem falou sobre os resultados de sua gestão. “Estamos trabalhando para projetar Santa Catarina para os próximos 30 anos. Isso significa pensar grande, fazer obras estruturantes e preparar o Estado para continuar crescendo. Essa região produz, gera emprego e precisa de infraestrutura à altura da sua força”, afirmou Jorginho. Entre as prioridades apresentadas está a Via Mar, novo eixo rodoviário no Litoral Norte, paralelo à BR-101. O governador também prometeu a continuidade da duplicação de cerca de 15 quilômetros da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba.
A bronca de Lunelli

Durante uma sabatina em Jaraguá do Sul, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), que disputa a eleição ao Senado, fez uma dura provocação aos empresários presentes. “Ô, presidente, não adianta depois vocês virem com um catatau de reivindicações se vocês não colaboram”, cobrou Lunelli. Ele ainda provocou os presentes a se prepararem para ser candidatos. “Eu quero ver quem de vocês aqui vai brotar com coragem de enfrentar o sistema e fazer a grande virada e a grande mudança para o nosso Brasil, Santa Catarina e Jaraguá do Sul”, disse o emedebista.
Oportunismo em Joinville

O oportunismo político é algo realmente lamentável. A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou uma moção para que o Senado submeta ao plenário as denúncias por crime de responsabilidade contra o ministro Alexandre de Moraes. O vereador Alisson Júlio (Novo) publicou em uma rede social como um grande feito. Com todo respeito aos vereadores, que têm um papel fundamental para a sociedade, pois são eles que vivem o dia a dia dos municípios e são os mais expostos às cobranças da população, mas convenhamos: achar que o Senado pautará um assunto dessa envergadura por causa de uma moção da Câmara de Joinville beira ao escárnio.
Atribuições
Aos vereadores de Joinville, preocupados em aproveitar a onda dos acontecimentos em Brasília, é preciso bom senso. Não há ruas da cidade que precisam de melhoria? Não há contas da prefeitura para analisar? E no posto de saúde, tem tudo o que a população joinvilense precisa? A tal moção vai contra a imagem da Câmara, pois expõe um oportunismo lamentável, e o oportunismo na política sempre tem, de alguma forma, o objetivo de tratar o cidadão como um tolo.
Mudo

Na eleição municipal de 2024, durante um comício em Balneário Camboriú, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) proibiu que dessem o microfone para o seu filho Renan Bolsonaro (PL), que era candidato a vereador. Bolsonaro sabia que dar a palavra para o seu Zero Quatro poderia gerar prejuízos para a campanha. Agora, parece que a estratégia está sendo a mesma. Renan pouco participa de eventos e, quando vai, quase não fala. O deputado estadual Carlos Humberto Silva (PL) postou um vídeo falando da BR-101, ao lado de Renan. A única palavra do vereador foi: “É isso aí, tamo junto!”. É um deputado assim que Santa Catarina corre o risco de ter em Brasília.
Fraude bilionária
A Receita Federal impediu cerca de R$ 1 bilhão em pagamentos suspeitos de salário-maternidade do INSS. Entre as irregularidades identificadas estão empresas de fachada, negócios sem faturamento relevante e pedidos com valores incompatíveis com a atividade declarada. Santa Catarina já esteve no radar das autoridades por fraudes envolvendo o benefício. Em 2025, a Polícia Federal realizou diligências em Florianópolis e Tubarão durante a Operação Recupera. A investigação apurou a concessão irregular de benefícios previdenciários e resultou no bloqueio de R$ 3 milhões em bens dos investigados.
Impacto bilionário
Os gastos com o salário-maternidade entraram no radar das contas públicas após uma forte expansão das concessões. Em janeiro de 2025, o INSS liberou 48,8 mil benefícios. Em dezembro, foram 94,7 mil — crescimento de quase 94% em menos de um ano. A Previdência Social estima um custo adicional de R$ 12 bilhões somente em 2026. A projeção sobe para R$ 15,2 bilhões em 2027, R$ 15,9 bilhões em 2028 e R$ 16,7 bilhões em 2029. O aumento ocorreu após uma decisão do STF ampliar o acesso ao benefício para trabalhadoras autônomas. Desde maio deste ano, a legislação também passou a prever a concessão automática caso o pedido não seja analisado em até 30 dias.
Pesquisa Atlas Intel
Hoje tem pesquisa Atlas Intel ao Governo do Estado. Amanhã será divulgada ao Senado. O levantamento foi contratado pelo Grupo ND.
TV Alesc
A Comunicação da Alesc está entre os finalistas do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede, que teve quase mil inscrições em sua primeira edição. O trabalho da TV Alesc é um episódio da série “Coopera SC”, que aborda o cooperativismo de crédito e sua importância para o desenvolvimento das comunidades de Santa Catarina. A produção concorre na categoria Jornalista Profissional – Audiovisual – Regional. A votação popular segue até 30 de setembro através do site: https://www.sicredi.com.br/site/premio-comunicacao-em-rede/votacao/









