
Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas coloca Santa Catarina em posição bem diferente da maior parte do país quando o assunto é a geração de empregos entre beneficiários do Bolsa Família. Dos postos formais criados no estado entre janeiro de 2023 e julho deste ano, 58% foram ocupados por pessoas que recebiam o benefício. É o segundo menor percentual do Brasil, superior apenas ao Distrito Federal, com 50,07%.
O contraste com o cenário nacional é significativo. No Brasil, os beneficiários do Bolsa Família responderam por 85,18% do saldo de empregos com carteira assinada no período. Foram 4,58 milhões de vagas de um total de 5,38 milhões. No Paraná, o índice chegou a 64,55%, enquanto em Minas Gerais alcançou 95,22%. Na Paraíba, ficou em 98,30%.
Há situações ainda mais distintas. Em estados como Maranhão, Alagoas, Ceará, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Acre, Pernambuco e Sergipe, os beneficiários do programa ocuparam vagas em quantidade suficiente para compensar o saldo negativo registrado entre trabalhadores que não recebiam o Bolsa Família.
Vale destacar que o levantamento permite duas leituras importantes. A primeira é que beneficiários do Bolsa Família estão conseguindo entrar no mercado formal, contrariando a ideia de que a transferência de renda necessariamente afasta essas pessoas do emprego. A segunda está nas diferenças entre os estados. Santa Catarina aparece entre as unidades da Federação nas quais o saldo de empregos está menos concentrado nesse grupo, indicando uma participação mais ampla de trabalhadores de diferentes perfis na expansão do mercado formal. É um dado que ajuda a compreender a dinâmica do emprego catarinense e, principalmente, a distância que separa a realidade de Santa Catarina da encontrada em boa parte do país.
Jorginho em Lages

O governador Jorginho Mello (PL) fez campanha em Lages, ontem à noite, em sua penúltima agenda fora da capital. No Centro Serra, cerca de 21 prefeitos e cerca de 2,5 mil pessoas, de acordo com a organização do evento, se reuniram. Os candidatos ao Senado, Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL), também participaram. Jorginho destacou a parceria construída com os municípios durante o mandato e citou obras realizadas na região, como a revitalização da Avenida Castelo Branco, em Lages, e as intervenções na Serra do Corvo Branco.
Fim de campanha
Hoje, o governador Jorginho Mello (PL) segue para Jaraguá do Sul. Amanhã, não há previsão de compromisso eleitoral, mas, no sábado, está programada uma caminhada pela manhã no Centro de Florianópolis. Para o domingo, não há confirmação se o governador acompanhará a apuração dos votos na sede do PL ou na Agronômica.
Gravação

O candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), passou o dia de ontem gravando materiais para as redes sociais. No sábado, ele viaja para Chapecó, onde participará de uma caminhada. Ele volta no mesmo dia para Florianópolis. No domingo, votará em Jurerê.
Rodrigues em Joinville

O candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), teve agenda em Joinville, que encerrou com um ato ontem à noite. De acordo com a organização do evento, cerca de 400 pessoas participaram. Em seu discurso, Rodrigues falou sobre a confiança em um segundo turno e sobre a importância de ter disputado até aqui. Sem citar o governador Jorginho Mello (PL), João disse que não seria uma eleição, mas uma nomeação, se ele não tivesse se candidatado.
Últimas agendas
João Rodrigues (PSD) voltou ontem mesmo para Chapecó e hoje palestrará para empresários na Associação Comercial de Concórdia. Ele encerra com um encontro no Pavilhão 3 da Efapi, em Chapecó, a partir das 19h. Na sexta e no sábado, estão previstas carreatas no município. Os candidatos ao Senado, Esperidião Amin (Progressistas) e Antídio Lunelli (MDB), estarão nas agendas. Rodrigues vota em Chapecó.
Foco em Carlos

Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em sua rede social pedindo voto para Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado. O que chamou a atenção é que Eduardo não citou Carol de Toni (PL), apenas Carlos, mesmo tendo duas vagas em disputa. Isso reforça o que já venho escrevendo há algum tempo. O que vale para Carlos e seus apoiadores é a sua eleição. Mesmo que, para isso, tenha que esquecer ou até mesmo atacar lideranças que sempre foram aliadas.










