
Florianópolis recebe até quinta-feira (5) sugestões da população para a construção da Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. A consulta pública busca identificar problemas, mapear áreas vulneráveis e definir prioridades para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas na Capital.
As contribuições podem abordar temas como áreas verdes, mobilidade urbana, infraestrutura, recursos hídricos e edificações sustentáveis. A proposta é reunir sugestões de moradores, entidades e diferentes setores para orientar o planejamento da cidade a médio e longo prazo.
A participação permite indicar problemas enfrentados nos bairros e sugerir intervenções que possam melhorar a qualidade de vida da população.
Mitigação e adaptação
A política municipal prevê duas frentes de atuação. A mitigação reúne medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como a ampliação de áreas verdes, o plantio de árvores nas ruas, o incentivo ao transporte sustentável e o uso de energias renováveis.
Já a adaptação busca preparar a cidade para os impactos das mudanças climáticas, incluindo chuvas intensas, alagamentos, ondas de calor, elevação do nível do mar e mudanças na disponibilidade de água.
As duas estratégias podem ser aplicadas de forma integrada. A ampliação da arborização urbana, por exemplo, contribui para amenizar as temperaturas e aumentar a absorção da água da chuva.
Segundo a gerente de inovação da Prefeitura de Florianópolis, Cibele Assmann, a política deverá organizar essas iniciativas em diretrizes, metas e estratégias de longo prazo.
Sugestões podem orientar prioridades
Entre as contribuições que podem ser apresentadas estão a ampliação de áreas verdes em regiões sujeitas a alagamentos, a arborização de ruas com temperaturas elevadas e o incentivo a alternativas sustentáveis de deslocamento.
Os moradores também podem apontar locais vulneráveis e indicar quais problemas precisam de maior atenção do poder público.
As sugestões serão reunidas e analisadas pela equipe técnica da Prefeitura e poderão subsidiar a definição das prioridades e ações da política municipal.
A secretária de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi, afirma que a participação dos moradores é importante para que as diretrizes considerem as necessidades de cada região da cidade.
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